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domingo, 30 de março de 2014

Analisando- Kill la Kill: O melhor anime já feito (?)

Pelo menos pra mim

Por MIKA 

A temporada de Abril e Outubro costumam ser as mais aguardadas e também as mais movimentadas. Isso porque é nestas temporadas que grandes produções são lançadas, e também é geralmente nestas temporadas que animes de sucessos costumam surgir. Não foi diferente em temporadas passadas, com Shingeki em Abril de 2013, Magi em Outubro de 2012, Ao no Exorcist e Anohana em Abril de 2011, e Mirai Nikki em Outubro de 2011. Tá, talvez haja exceções, como SAO que veio em Julho. Mas falando da temporada de Outubro de 2013, tivemos bons animes, como a segunda temporada de Magi e Kuroko. E não posso deixar de falar do meu favorito: Kill la Kill! Podemos dizer que ele foi um dos animes que mais chamaram a atenção em Outubro,  mesmo antes de sua estreia. Isso porque a série carrega em seus “ombros” o peso de ser dirigida e composta pelos mesmos criadores do cultuado e fodástico Tengen Toppa Gurren Lagann. E é por isso que vesti a responsabilidade e costurei esta analise sobre este anime (quem assistiu Kill la Kill vai entender). Hora de começar!
A história
A história acontece em torno de duas alunas que podemos considerar “rivais”, Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin. Satsuki tem 18 anos e é a presidenta do conselho estudantil e filha da diretora da escola Honnouji, que também é dona de uma famosa empresa de roupas. A jovem presidenta impera sobre o colégio com poder e força, e conta com a ajuda de um grupo forte de estudantes, a Elite Quatro (formada por Ira Gamagoori, Uzu Sanageyama, Houka Inumuta e Nonon Jakuzure). Já Ryuuko é uma aluna “vagabunda” de 17 anos, que se transfere para Honnouji em busca do assassino que matou seu pai, Isshin Matoi, sendo que a única pista que a garota possuí é a metade de uma tesoura gigante que foi usada no assassinato. A chegada de um novo aluno transferido portando uma poderosa espada Basami, além do surgimento de roupas que dão poderes aos humanos pode trazer consequências inimagináveis.
 Considerações Técnicas
Antes de qualquer coisa, um aviso prévio para quem for menor de idade: No anime temos cenas de nudez, presença de sangue e certas insinuações... É, isso é Kill la Kill. A série foi um grande hit de 2013. Vendeu bastante, rendeu e ainda está rendendo spin offs, mangás, light novels, action figures e diversos outros produtos relacionados. Mas de onde vem o sucesso absoluto de Kill la Kill? Vamos por partes.
Não temos “o” protagonista, mas sim, “a” protagonista. Kill la Kill é um dos poucos animes de porradas que conheço cujo protagonismo é de uma mulher. Mesmo Soul Eater tendo a Maka como a principal, é o Soul quem acaba ocupando o posto de protagonista. Acho bem legal isso, levando em conta que a maioria das protagonistas femininos costumam ser em animes voltados para o público feminino. Ponto para Kill la Kill!
A protagonista Ryuuko Matoi é uma garota forte, que, olha, sendo sincero: Ela é um modelo de força para as garotas. Quer dizer, não tô falando que ela incentiva as garotas a ficarem peladas (que é o que ela mais faz), mas ela incentiva coragem. Se os homens protagonistas são modelos para os garotos, por que a Ryuuko não seria um modelo para o público feminino? Ela é meio vagabunda, claro, ela é um daqueles protagonistas imperfeitos, algo que gosto muito. Claro que ela é apelona, algo que se tornou clichê, tanto que no último episódio a luta dela parece algo tirado de Dragon Ball Z. Mas ela consegue ser uma protagonista carismática e que mesmo tendo suas imperfeições, sempre luta para superá-las. Junto do Yato de Noragami, Ryuuko é uma das melhores protagonistas de animes que existe.
A Mako é uma personagem que divide opiniões: Ou você gosta dela, ou você a ama. Tem momentos em que ela é extremamente irritante. Outros, em que ela acaba sendo tão, mas tão engraçada, que você acaba por dizer que ela é a melhor personagem do Kill la Kill. Eu gosto dela, particularmente, mesmo ela tendo seus momentos chatinhos, é uma personagem carismática. E além de ser uma das principais, seria o par “romântico” da Ryuuko (?). Pois é, Kill la Kill tem certa apelação para o yuri.
 Tem muitos personagens pra falar, e muitos deles são memoráveis, então só vou citar os mais relevantes. O Senketsu, o uniforme falante da Ryuuko, é o companheiro dela, e nunca vi uma roupa tão sincera como ela! Nem mesmo o ser humano consegue ser sincero como ele. Uma amizade boa entre a Ryuuko e o Senketsu, não sei se foi um ponto forte, mas pelo menos foi algo bem legal e positivo. Para nós, foi mais um cosplay reconhecível surgindo. É a primeira vez que curto uma roupa em um anime sem que seja pelo visual. Só acho que a Ryuuko falando com uma roupa no mundo real ia ser internada...
Acho que não posso deixar de falar da Satsuki. [A PARTIR DAQUI TERÃO SPOILERS, POR ISSO PULE ESSA PARTE CASO NÃO QUEIRA SABER]. Poxa, ela fazia o papel da vilã principal, do final boss, mas aí temos umas reviravoltas, e ela tipo, vira aliada! Foi por causa dela que tive 100% de certeza que Kill la Kill era mais que um anime foda: Era um super-hiper-mega FODA! A Satsuki tem um jeito durão, que era forte no inicio, só pelos últimos episódios que ela amolece um pouco. Olha, eu gosto da Satsuki tanto quanto da Ryuuko. Não é minha favorita, mas curti bastante o jeito dela, e achei que sua transição do bem para o mal (por causa de certo motivo que não vou falar qual; nem em que episódio isso ocorre) é algo que achei bem trabalhado. Quando isso acontece, sempre tem a chance de estragar tudo, mas a Satsuki conseguiu manter o mesmo carisma mesmo tendo mudado de lado. Isso vale para toda a Elite Quatro. [FIM DE SPOILERS]
 Acho que a Ragyou é outra que, pelo menos devo citar. A vilã do bolo todo, é quem manipulava tudo, e foi responsável por algumas das revelações mais bombásticas do anime. Como vilã, ela fez bem o papel dela. Achei isso algo bem interessante.  Só a achei uma vilã “produzida” demais.

A Harime Nui foi a personagem mais bizarra que conheci em um anime. E pelo que entendi, ela é feita de Fibras da Vida... É alguém bem bizarro, nem dá para saber se da para gostar dela ou não... Fora que alguém que perde os braços, é atingida por uma espada, sangra pra caralho e ainda arranca seu coração, e depois disso tudo, não morre, e fica sorrindo... BIZARRO!
Ah, mas não posso encerrar a parte dos personagens sem citar a minha personagem favorita: Nonon Jakuzure, pra mim, foi uma das melhores personagens de Kill la Kill. Não sei como é a relação de outras pessoas com ela, mas eu a curti sua personalidade, adorei, a achei bem legal, me identifiquei com ela.  Talvez a voz dela possa irritar algumas pessoas, pois ela é meio “desafinada”. Mas isso foi um dos fatores que deve ter dado a característica dela. Nonon, ao lado da Nora de Noragami, vai entrar para minha lista de personagens favoritos femininos.
 Agora, vamos a trama: Foi uma das mais bem desenvolvidas que tivemos em um anime de 2013. Kill la Kill tem um começo “morno”, e logo de cara já apresenta um ritmo acelerado. Ou seja, o jovem expectador além de ver um começo aonde não acontece muitas coisas, se não estiver bem atento ao que acontece, não vai conseguir acompanhar o ritmo das coisas e vai se embolar todo. Fora que Kill la Kill utiliza do ecchi como sua arma principal, o que pode afastar muita gente (principalmente as garotas). Até entendo isso, afinal, ecchi é algo em que vemos em pelo menos 95% dos animes atuais, implícito ou explícito. Por causa disso, muitos podem afirmar que Kill la Kill não trouxe nada de novo, o que é algo bem precipitado.  E o outro fator é que o ecchi de Kill la Kill é explícito, não chega a ser um hentai onde todo mundo come todo mundo, mas tem algumas insinuações e em pelo menos 38% do anime as garotas ficam peladas. E no último episódio, onde todo mundo fica pelado? Até os homens! Vish...
É por causa disso que uma parcela até que pequena de pessoas largou o anime. E como eu disse, grande parte são as garotas, por acharem “pornográfico demais”. De fato é, fora que tem uma violência que é algo que ajuda a tornar Kill la Kill bem adulto. Mas o que Kill la Kill tem de tão bom? A começar pela virada que falei [SPOILER] da mudança de lado da Satsuki [FIM DE SPOILER] e de umas revelações bombásticas. O anime, posso dizer que chegou algo, acho que próximo ao Harry Potter (por favor, não me matem!): Ele começou frio, foi se desenvolvendo e se tornou algo extremamente foda ao cubo do milésimo do quadrado. Tá, não vamos mais comparar ao bruxinho.  Mas Kill la Kill foi crescendo, foi tomando forma e identidade própria. No inicio, era algo “morno” que se apoiava na fama de seu irmão mais velho, Tengen Toppa Gurren Lagann, mas com o tempo foi se tornando independente, e conseguiu fazer seu sucesso sem se apoiar mais em Lagann. Eu acho isso bem louvável de Kill la Kill.
As influências de Lagann podem ser vistas facilmente em Kill la Kill, mas a coisa acaba por ser diferente. É a mesma coisa Golden Time, que é da criadora de Toradora!: Não tem nenhum personagem da série anterior neste anime. Simon, Yoko e o resto ficaram para trás. Aqui temos gente nova, tudo novo. E Kill la Kill conseguiu superar as nossas expectativas. Não é um novo Laggan. É algo totalmente novo. A história de Kill la Kill pode parecer a primeira vista algo bobo, mas isso só a primeira vista. As cenas de batalha é tipo Dragon Ball Z: Cheio de transformações e golpes foderosos, explodindo tudo. No último episódio, em que a cena da Ryuuko no espaço parece algo tirado de DBZ. Acho que os caras realmente assistiram muito o anime de Akira Toriyama...
A animação, sendo sincero, é algo bem “tosco” no bom sentido. Comparado a outros animes que eu vi, é uma animação simples e meio estranha. As cores, a ação dos personagens, e a aparência deles é algo simples e brusco, e que pode causar repudio-nos mais conservadores. A coisa toda parece mais um daqueles desenhos toscos do Cartoon Network ou da Nickelodeon. Mas isso é outra característica inovadora de Kill la Kill: Anime não precisa ser “bonito” para ser bom. Tá cheio de animes com traços suaves e bonitos, mas que tem uma porcaria de história e desenvolvimento. Aqui, o negócio não é ser o anime mais bonito e bem feito que exista, mas sim, é contar uma boa história.
 O traço meio cartoonizado é algo que dá um toque mais original a trama. Pode parecer o anime mais tosco na aparência, mas em história, é algo maravilhoso. Fora que eu gosto de quando eles colocam essas letronas vermelhas gigantes na tela. É algo bem impressionante e original. Um trabalho bem feito pelo estúdio Trigger (o mesmo de Little Witch Academia).  
O 3D é simples, mas eficiente. A direção nem preciso falar, estando nas mãos de Hiroyuki Imashi (que nem preciso falar que cuidou de Lagann, né?) é muito boa! Os roteiros de Kazuki Nakashima e o character design de SushiO estavam muito bons. Só a equipe de Lagann para fazer algo bom assim. A dublagem é boa, a sempre linda e ótima Ami Koshimizu (a Kallen de Code Geass) estava muito foda como Ryuuko. Ryoka Yuzuki (a Takako Shimizu de Chobits) tava boa como a Satsuki... Ah, e Mayumi Shintani (a Tsubasa Shibahime de KareKano) arrasou como Nonon!
A trilha sonora era muito boa! Tinha umas musiquinhas de fundo daora, que  quebravam tabus sobre trilhas sonoras de animes: De que elas precisam ser bonitinhas, algo no estilo Bleach ou One Piece. Era uma trilha sonora bem num mix de pop e punk. Os encerramentos não curti, mas as músicas de abertura são boas. Mas vai da opinião de cada um.
Comentários Gerais                                       
Kill la Kill com certeza foi um dos melhores animes de 2013. Quando anunciado, todo mundo tinha alta expectativa sobre ele, e isso se confirmou! Tem menos episódios de Lagann, mas conta uma história tão boa quanto a dele. Tá, parando de comparar, posso dizer que Kill la Kill se encerrou com aquele ar de “missão cumprida”, de que conseguiu se tornar independente do irmão. Não é uma série para a família, mas é algo surpreendente. Um anime, como dizem “cheio de testosterona”.
 A equipe de Gurren Lagann, seguindo a linha de seu maior sucesso, fez algo impressionante, que burla qualquer lei dos animes. Kill la Kill ficará marcado em 2013 e por um bom tempo devido a sua inovação pop. Se eu recomendo? Why not? Deixa de lado esse preconceito com o ecchi, não é isso que faz Kill la Kill ser bom do jeito que é! Se você curtiu Gurren Lagann, vai curtir Kill la Kill. Se você nunca viu Lagann, não precisa ver para entender Kill la Kill, é outra coisa, e se gostar de Kill la Kill, poderá curtir Lagann. E se você não gostou de Laggan, provavelmente não vá curtir Kill la Kill, mas eu recomendo que assista pelo menos 3 episódios para tentar ver se vai gostar ou não dele.
A possibilidade de ter continuidade é nula, uma vez que a história acabou ali. Não irão prolongar mais, mesmo com o sucesso que teve, tal qual também não prolongaram Gurren Lagann. Mas é possível curtir cada um dos 24 minutos do anime, que passam freneticamente, e te fazem querer ver logo o próximo. Mas uma coisa é certa: Kill la Kill, junto de Shingeki no Kyojin, vão entrar para o grande Hall dos Animes, que incluí os já consagrados Dragon Ball, Sword Art Online, One Piece, e, claro, Tengen Toppa Gurren Lagann.
Reforçando mais uma vez: Nonon é a melhor personagem.
Ah, e só para deixar de bônus, encerrando com Tengen Toppa Gurren Lagann. Já que citei tanto ele neste post, tenho de pelo menos dar os créditos.

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