Translate

Mostrando postagens com marcador review. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador review. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

SYO Anime Awards 2016

Conheça os melhores animes de 2016... Segundo nossa premiação.

Por MIKA

Finalmente saiu o nosso SYO Anime Awards Edição 2016! Depois de um ano recheado de surpresas e decepções, veremos agora quais animes valeram a pena acompanhar neste ano que passou!
Esta é nossa 3º Premiação. Se quiser conferir as outras, clique aqui para a de 2014 e aqui para a de 2015.
E lembrando que está é uma premiação com base feita com base em votações feitas entre nós (e houve muita discórdia). Selecionamos 25 categorias desta vez (tiramos a categoria “Melhor Cenário” por ela estar basicamente entrelaçada com “Melhor Direção de Arte”), das quais você confere a seguir: 
Melhor Direção de Arte
Melhor Roteiro
Melhor Anime Curto
Melhor Abertura
Melhor Encerramento
Maior Surpresa do ano
Maior Decepção do ano
Melhor Trilha Sonora
Melhor Continuação em 2016
Melhor Anime de Ação/Aventura
Melhor Anime de Comédia
Melhor Anime Dramático/Triste
Melhor Anime de Romance
Melhor Anime de Terror
Melhor Adaptação
Melhor Anime Original
Melhor Vilão/Antagonista
Melhor Protagonista Masculino
Melhor Protagonista Feminino
Melhor Personagem Secundário Masculino
Melhor Personagem Secundária Feminina
Melhor Dublador
Melhor Dubladora
Melhor Anime de 2016
(Nesta última, em vez de ser o tradicional Top 3, será um Top 5, e com Menções Honrosas)

Pois bem, vamos nessa, e lembrando que esta premiação foi feita com base em análises e gostos pessoais nossos, por isso se quiserem dar sua opinião, deem nos comentários!


Melhor Direção de Arte

Tales of Zestiria the X

Não tem como negar: O visual, toda a arte de Zestiria, tudo é muito bonito!  Eu já esperava um visual bacana, como é de costume desse estúdio, mas o que vi superou minhas expectativas. A direção de arte está de parabéns por entregar um anime que tem um excelente background e uma animação muito acima da média, com ótimos frames. Os backgrounds eram bem detalhados, quase que no nível cinematográfico, e o design de personagens era bastante agradável. Teve lutas sensacionais graças a boa coreografia e a animação fluída. DE longe, um anime que acaba sendo um prato cheio para os olhos de quem ama uma boa animação fluída.

Melhor Roteiro

Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin

Vou ser sincero: Alderamin não possui a melhor animação do ano, tem poucas cenas de impacto visual, o que dificulta sentir a emoção que o diretor queria passar. Mas em termos de roteiro, o de Nejimaki é um dos melhores. A história é muito bem construída, sendo o episódio 4 o melhor de todos. Os personagens são muito interessantes e bem desenvolvidos, mesmo com pouco tempo de tela. Cada episódio me deixava chocado e ansioso pelo próximo. Uma pena que poderia ter sido nota 10 se a animação tivesse ajudado, pois é como falei, o que estragava um pouco isso era a animação que não era bem feita, com muito quadro estático, atrapalhando tudo. E, infelizmente, o anime talvez nunca ganhe uma nova temporada. Mas pelo menos garanto que pra quem gosta de uma história muito bem construída e sem absurdos demais, recomendo esta.

Melhor Anime Curto

Space Patrol Luluco

Um anime bastante divertido, de apenas 7 minutos. É um anime muito louco de comédia, e que faz várias referências a outros animes do mesmo estúdio (o Studio Trigger), além das situações absurdas que ele tem para seus problemas. Não é um anime pra quem busca uma história inteligente e que faça sentido, mas pra quem gosta de animes engraçados e bem WTF, esse é uma dica.
Melhor Abertura

Bungou Stray Dogs Op 2 (Reasong Living, por SCREEN Mode)
Existem duas versões desta abertura: A primeira é do arco do passado que acontece dos episódios 1 a 4, e a segunda é já no presente, que começa no episódio 5. Embora muitos afirmem que ela é genérica (por ser uma apresentação dos personagens sem muita criatividade) a música combina bem com as cenas, que por sinal, são muito bem animadas. Muito melhor que a primeira abertura.

Melhor Encerramento

Shuumatsu no Izetta (Hikari Aru Basho, por May’n)

Um encerramento com quadros estáticos, mas com uma música linda, que combinados passam uma sensação de solidão e tristeza. Isso é o encerramento do anime Shuumatsu no Izetta, sendo novamente uma música que combina com o anime em si.

Maior Surpresa do Ano

Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!

Quem diria que de um gênero que para muitos está desgastado, no fim temos um anime que conseguiu alcançar um sucesso inimaginável. Ok, pode não ter sido maior que o de Re:Zero, mas é inegável que KonoSuba foi muito divertido, com várias situações que me matavam de rir. Um anime simples, com uma temática bem conhecida pelos otakus, mas com um estilo único e eu recomendo pra quem quer um anime pra aliviar o estresse.

Maior Decepção do Ano

Qualidea Code
Tivemos muitas decepções esse ano: Phamtom Wolrd, Mayoiga, Kabaneri, Taboo Tattoo (que já fiz análise), mas de todos, com certeza a maior decepção foi Qualidea Code. O hype era justificável, claro, afinal era um projeto que envolvia o autor de Oregairu, de HenNeko e de Date A Live, sendo Oregairu de longe o anime mais popular entre os 3 e o que mais chamou gente para esse negócio. Tinha basicamente TUDO para dar certo. Mas não. O anime está cheio de erros, de roteiro e de animação (o que é irônico, o título tem “Qualidea”, porque “Qualidade” é o que falta). Seu começo foi mediano, mas ok, podia melhorar, ele tentava dar um desenvolvimento de personagens... Mas gradativamente esse desenvolvimento não se aprofundava, o plot twist da história não cria impacto nem neles, que ficam sem fazer nada sobre isso. O anime é todo corrido, a animação é mal feita “à nível Pierrot” (se é que me entendem), com personagens tortos, faltando pedaços de cena... Teve uma cena de ação que deveria encerrar o episódio num grande clímax, mas não tinha cena de ação, jogaram uma cena anterior como um quadro estático e ficou nisso mesmo. A produção desse anime estava tão atrasada que, literalmente, tacaram o “Foda-se” e lançaram o episódio assim mesmo, todo cheio de erros. O diretor não sabia trabalhar com ação, porque colocaram isso nas mãos dele? De longe, o pior anime do ano.

Melhor Trilha Sonora

Joker Game

Joker Game é o anime com a melhor trilha sonora. Ela combina bem com o clima, algumas músicas remetem a época, e que ajudavam a passar o clima de mistério do anime, e claro, lembra até aqueles filmes como do 007. Gostei bastante.


Melhor Continuação em 2016

Haikyuu 3: Karasuno Koukou vs Shiratorizawa Gakuen Koukou

Adaptar um jogo só em 10 episódios seria lento e cansativo, além de um exagero... Era isso que muitos deviam pensar, mas Haikyuu 3 conseguiu ser espetacular, além de, na minha opinião, ser melhor que a primeira e a segunda temporada. Ele teve mais ação, foi mais direto nela, e me deixava empolgado a cada novo episódio e ansioso pelo próximo. Com várias reviravoltas e momentos de tensão e alegria, Haikyuu 3 de longe foi a melhor continuação de anime que tivemos em 2016.

Melhor Anime de Ação/Aventura

Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu

Já fizemos uma análise do anime. E repito a frase acima: Quem diria que de um gênero que para muitos está desgastado, no fim temos um anime que conseguiu alcançar um sucesso inimaginável. Eu, pessoalmente, não o acho uma maravilha, mas não desgosto. De fato, foi um anime que não me arrependo de acompanhar, e acredito que, de certa forma, o sucesso foi merecido.

Melhor Anime de Comédia

Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!

KonoSuba é engraçado demais! A Aqua e a Megumin são, de longe, personagens épicas, nosso amigo Kazuma é um protagonista divertido, e a história é bem simples, nada complicado, e com muito humor. Provavelmente muita gente ao ver este anime pode achar que é só “mais um” dentre vários animes de adolescentes japoneses do sexo masculino indo para um mundo de fantasia e formando um harém, MAS NÃO, KonoSuba é diferente por conseguir te divertir. Arrisco-me a dizer, mas KonoSuba é BEM MELHOR que Re:Zero, na minha opinião.

Melhor Anime Dramático/Triste

Boku Dake ga Inai Machi

Talvez o anime que mais pode criar controvérsias. Muita gente não gostou do rumo que a história tomou, e ficou chateando o anime. Porém, é inegável que esse anime foi emocionante. A tensão dominava a cada episódio, e você torcia para que tudo desse certo. Além disso, muitos desses episódios arrancam lágrimas de um jeito único. Talvez o rumo que o anime tomou poderia ter sido diferente, melhor, mas vale a pena dar uma chance. Um anime muito emocionante!
E aqui fica o texto da personagem principal Kayo Hinazuki.
Quando eu crescer e for grande o bastante para ir a algum lugar sozinha, eu quero ir para um país bem distante.
Para alguma ilha bem longe. Eu quero ir para uma ilha sem pessoas. Eu quero ir para uma ilha sem dor ou tristeza.
Nessa ilha, eu posso subir numa árvore quando eu quiser. Nadar no mar quando eu quiser. Dormir quando eu quiser.
Quando eu penso sobre a cidade onde só eu não existo, eu sinto um alívio. Eu quero ir para longe, bem longe.

Melhor Anime de Romance

Kimi no Na Wa

“Mas isso daí é um filme, não anime!”. Bom, é um filme de animação, e feito no Japão, logo é um anime. Nesta edição, uma novidade é justamente a inclusão de filmes de anime. Ainda mais em 2016, um ano escasso de animes de romance que realmente valessem a pena (nossa opinião). É um filme de Makoto Shinkai, e é basicamente um anime de romance com troca de corpos, mas acaba sendo muito melhor. É um filme divertido, emocionante, com bastante drama e romance, e um bom final. Eu realmente o recomendo, mesmo não sendo uma série de anime (o que pode afastar alguns, não entendo isso), acredito que é um filme que todos deveriam ver. Não é o meu anime favorito do ano, mas eu tenho ele guardado em meu coração. E não sou só eu quem gostou. Foi o filme de maior bilheteria do Japão em 2016, deve se tornar um dos filmes de animação mais lucrativos de todos os tempos, está na lista de indicados ao Oscar de Melhor Animação (espero que ganhe) e está no topo do MAL de melhor filme de anime do ano.

Melhor Anime de Terror

Occultic;Nine

“Occultic;Nine” terror? Sim. Sendo sincero: 2016 foi um ano tão, MAS TÃO ESCASSO em animes de Terror que dos dois únicos que se encaixariam nessa categoria (Occultic e o péssimo Mayoiga) apenas Occultic conseguiu gerar certa tensão e me divertir. E, confesso, deu medo o garoto branco e a história dos sacrifícios. Mesmo não sendo exatamente de Terror e seu final não ter sido tão satisfatório, pelo menos ele é melhor que Mayoiga e valeu um pouco a pena assisti-lo semanalmente. E, aqui deixo duas coisas: 1- Mayoiga foi uma decepção, só não foi tão decepcionante quanto o Qualidea Code. 2- Se em 2017 também houver essa escassez, num futuro Anime Awards não irei incluir a categoria Terror.
P.S: A música de encerramento é MUITO boa. 
P.S 2: Não sei se dá para considerar Kabaneri como um anime de terror por ele ter puxado mais pra ação. Mesmo assim, não acho que ele, sendo desse gênero, fora o melhor.


Melhor Adaptação

Boku Dake ga Inai Machi

Comprimir em apenas 12 episódios 8 volumes de mangá. Essa foi a difícil missão que a equipe desse anime teve. E não tem como negar que ficou boa. Mesmo muitos terem xingado algumas mudanças sutis que o anime fez em relação ao original, ela ficou cabível dentro da proposta, conseguindo fechar o anime de uma forma boa.

Melhor Anime Original

Shuumatsu no Izetta

Um anime ambientado numa versão alternativa da Segunda Guerra, com uma Bruxa interferindo, e o principal: A história é toda narrada pelo ponto de vista dos Aliados, e não do Eixo (que é onde o Japão estava inserido) como costumamos ver. Isso é basicamente Izetta, que em apenas 12 episódios, conseguiu cumprir sua meta, e me divertiu bastante. Claro, talvez se tivesse mais episódios daria para explorar mais aquele universo, ainda sim nesses divertidos 12 episódios do anime tivemos personagens interessantíssimos, uma trama cheia de reviravoltas e muitas cenas de ação empolgantes. Valeu apena acompanha-lo!

Melhor Vilão/Antagonista

Satou (Ajin)

E se eu disser que um dos motivos para que eu tenha acompanhado Ajin foi o seu vilão? Sim, o que mais me prendeu não foi a trama (embora ela também era bem interessante) mas também seu principal antagonista. Satou, um cara que, não bastasse ser um ser imortal que controla um monstro negro, como também tem grandes habilidades de combate no nível militar dos EUA e é um excelente estrategista com alto poder de persuasão, e, claro, um grande psicopata. Um personagem bastante intrigante e que só a presença dele na tela já causava certa tensão. Recomendo Ajin principalmente por causa do Satou.

Melhor Protagonista Maculino

Ikta Solork (Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin)

“O melhor protagonista é o Kazuma!”, “O melhor é o Subaru!”. Não. O melhor mesmo é este cara: Ikta Solork, do anime Nejimaki Seirei Senki. E, querem saber porque? 1- Ele é inteligente e um estrategista brilhante, que não resolve as coisas na porrada, mas sim na base da estratégia, o que é bem legal e foge dos clichês comuns. 2- É bem humano, bem mais do que o Subaru (tem gente que fala que o Subaru só é o melhor protagonista do ano por ser bem humano). Ele erra de vez em quando, se frustra, tem defeitos como uma pessoa normal. 3- Tem bastante profundidade, ele todo é explorado, mostrando seu passado e o seu verdadeiro caráter. 4- Ele é carismático.
Acho que não preciso dizer mais nada.

Melhor Protagonista Feminino

Yatorishino Igsem (Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin)

E aqui temos uma personagem que é carismática, boa de briga, e também é bem humana. Yatori foi a personagem feminina que eu mais gostei nesse ano de 2016. Ela formava uma boa dupla com o protagonista, não romântica, mas sim como parceiros de guerra, e era quem dava apoio para o Ikta, principalmente quando ele estava para baixo. Acredito que não tenha tido nenhuma outra heroína que tenha se aproximado do nível da Yatori.

Melhor Personagem Secundário Masculino

Arataka Reigen (Mob Psycho 100)

E o melhor personagem secundário masculino do ano foi justamente um charlatão! O personagem passa a maior parte do tempo enganando o protagonista e outras pessoas com o papo de ter “poderes incríveis”. Mesmo querendo apenas ganhar dinheiro na base da mentira, no fundo é uma boa pessoa, e ele tem um papel fundamental na trama do anime. E, claro, é bastante carismático e as cenas em que aparecia eram as mais engraçadas do anime. E as lições que ele passa para o Mob, sobre o uso dos poderes dele, querendo ou não, são lições interessantes.

Melhor Personagem Secundária Feminino

Ortfiné Fredericka von Eylstadt (Shuumatsu no Izetta)

Uma princesa. É isso que eu sabia sobre a personagem pouco antes da estreia do anime. E lá veio Izetta, e tive o prazer de conhecer a Princesa Finé, que tem motivações excelentes, e a proposta de governo dele é melhor que até as da Emilia (assistam e entenderão). Além de ser bastante forte, ela se preocupa com seu povo e não mede esforços para ser sociável com eles. E, claro, a relação dela com a Izetta é algo único, do qual eu nunca me esquecerei. De longe, a melhor princesa dos animes.

Melhor Dublador

Yoshitsugu Matsuoka por Betelgeuse (Re:Zero)

2016 foi um ano de revelação para o dublador Yoshitsugu Matsuoka. Conhecido por dar voz a galãs de animes como Kirito (Sword Art Online), Souma (Shokugeki no Souma), Sora (No Game No Life) e Bell (Dungeon ni Deai), o dublador surpreendeu ao mostrar que consegue fazer a voz de um psicopata doido. O personagem falava de um jeito esquisito e único, e Yoshitsugu ralou para poder interpretá-lo. Não é a toa que já foi dito pela staff do anime que Yoshitsugu forçava bastante a voz, e isso poderia prejudica-lo em seu trabalho. De qualquer forma, valeu todo o esforço.

Melhor Dubladora

Sora Amamiya por Aqua (Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!)
Eu amo Sora Amamiya, mas não foi por isso que dei esse prêmio a ela. Dublar a Aqua não deve ter sido fácil, visto que a personagem tinha várias variações na entonação de voz, ás vezes fala sofrendo, ás vezes fala manso, ás vezes fala agressiva, enfim, tem muitas oscilações, e Sora se saiu bem dando voz a ela. Merecidíssimo.

Melhor Anime de 2016- Top 5

5- Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!
4- Bungou Stray Dogs
3- Shuumatsu no Izetta
2- Joker Game
1-  Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin

E aqui estão os 5 Melhores Animes do Ano

KonoSuba é de longe a melhor comédia do ano, e fecha o Top 5.
Bungou Stray Dogs foi um anime divertido, mesmo que tenha seus problemas, eu gostei bastante dele, e acho justo a posição dele.
Shuumatsu no Izetta me surpreendeu bastante com sua trama e seus personagens, Finé é, dentre todas as princesas que já vi num anime, a melhor.
Joker Game foi um anime bem divertido, com episódios únicos e personagens únicos, com bastante tensão e ação, tudo com uma caracterização mais pé-no-chão, sempre se preocupando com a realidade.
Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin foi de longe o melhor do ano. Mesmo não tendo a melhor animação, ele conseguia transmitir bastante emoção com um protagonista incrível, uma heroína fantástica, personagens muito bem construídos e um roteiro muito bem escrito. De longe, o melhor anime de 2016.

*Menções Honrosas

Mob Psycho 100 me divertiu bastante, acredito que nunca teremos um personagem secundário tão bom quanto o Reigen.
Boku Dake ga Inai Machi ficou marcado em meu coração, mas eu queria que fossem mais de 12 episódios.
Kimi no Na Wa foi um bom filme de anime, seu drama e seu romance funcionaram bem.
Boku no Hero Academia foi divertido, mas acredito que a quantidade de episódios sendo pequena não ajudou a me conquistar muito. Talvez isso melhore com a segunda temporada.
Re:Zero é só lerem minha análise.
Kiznaiver foi legal, mas acredito que sue final poderia ter sido melhor.

E é isso, a gente fica por aqui, deixe nos comentários qual foi o melhor anime de 2016 para você, e até a próxima. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Analisando- Taboo Tattoo, esse anime foi um “Tabu”?

E voltamos!

(ANÁLISE FEITA E POSTADA PELO CELULAR DE ÚLTIMA HORA, PEÇO DESCULPAS CASO TENHA COMETIDO ALGUM ERRO).

Por MIKA

E ae? Como vai pessoal? Sou o MIKA, e, bom, esta é a primeira análise minha depois de TANTO TEMPO. O site, como alguns notaram, ficou um BOM TEMPO (e bota tempo nisso), paralisado, por diversas razões. E agora estamos voltando, e para isso, escolhi faze a análise de um anime que, bom... Talvez seja meio ilógico começar com “gosto amargo na boca” essa nova fase, MAS é porque eu acho que será interessante testar a recepção de vocês, afinal, quero ver o que estão achando da minha análise, se acham que estou sendo sentimental demais e pouco analítico, se coloco demais minha emoção. Por isso, peguei Taboo Tattoo, um anime recente e que tinha certo hype, mas que acabou sendo bastante xingado por muitos. E por que fora muito xingado? Vamos descobrir. E vou reforçar que estes tipos de textos geralmente seguem mais por minha opinião, porém tem o que falei acima, por isso me cobrem se for preciso. Ah, e não se esqueçam, podem me criticar nos comentários e dizer sua opinião sobre o anime em questão.

A história

Seigi Akazuka (apelidado de “Justice”, pois seu nome em japonês lembra a palavra “Justiça” no mesmo idioma), um jovem que é bom em artes marciais. Seigi resgata um dia um velho sem-abrigo de alguns bandidos, e o homem dá a Seigi um objeto que imprime uma tatuagem na palma da sua mão. No entanto, não é uma tatuagem comum, mas uma arma especial que dá a Seigi poderes sobrenaturais, como a deformação do espaço-tempo. Seigi conhece então uma agente americana chamada Bluesy (apelidade de Easy), cujo dever é recuperar as tatuagens. Seigi decide ajudá-la e fica envolvido numa conspiração transnacional.

Considerações Técnicas

Lendo a sinopse, já dá para notar certos devaneios no anime, mesmo assim decidi dar uma chance. Afinal, claramente é um shonen clássico, como notaram (mesmo ele sendo publicado numa revista seinen). E isso é algo notável já em seu protagonista
Seigi é o clássico herói que quer lutar por justiça (a principal motivação dos protagonistas de shonens), e por isso ele se mete onde não deve, não mata ninguém, e ainda por cima é “virjão”. Sim, não tem nada novo nele. E o carisma? O mesmo de qualquer protagonista desse tipo. Porém Seigi consegue ser do tipo “irritante”, e suas motivações tão ruins quanto ele.

A heroína Bluesy é bastante normal também, a típica garota que explica tudo para o protagonista, e se arrepende de tê-lo envolvido nesse mundo, totalmente clichê. Claro, tem vezes que ela diverte SIM, MAS ainda sim ela não tem um bom potencial para ser considerada uma personagem carismática o suficiente para me conquistar.
E tem a Touko, a amiga de infância gostosa inútil do protagonista bem “ô lá em casa”. Ela até que é simpática, porém acaba, ao longo da trama, se tornando outra personalidade clichê, do tipo que quer estar sempre do lado do herói, é meio tsundere, quer fazer tudo pra ele, quase implora para o protagonista nota-la, afinal é normal no Japão a amiga de infância querer o corpo nu do protagonista. Outra personagem sem qualquer carisma para você se importar com ela, além de dar a história mais um clichê: O da Friendzone. Claro, tem um evento que envolve ela mais pra frente, mas comentarei isso na parte COM SPOILERS.

E tem o Tom. Não o Tom do Tom e Jerry, outro Tom. E antes que alguém reclame, sim, estou ciente que ele é inútil para criar certo humor. Porém o humor é desnecessário, chato e terrível. Logo, não vou com a cara dele, além de achar que o papel dele é desnecessário.
E têm os vilões, um mais ridículo que o outro, que tentam passar uma sensação de perigo, mas no fim mesmo matando e destroçando, eles continuam sendo chatos. Talvez a Princesa Arya seja a mais próxima de uma boa vilã, já que a motivação dela é algo “perdoável”, e ela tem certo carisma, eu confesso, até que gosto dela. Mas não é e nunca será minha personagem preferida de anime.

E vamos para o enredo, e já vou resumir tudo nessa frase: Decepcionante.
Mesmo que pela sinopse eu tenha notado que era algo bem clichê, eu decidi dar uma chance, afinal, de animes clichês pode surgir ouro, como Shokugeki no Souma (calma que a análise dele está vindo). MAS isso não se aplica à Taboo Tattoo. O começo foi clichê, mas interessante, os 4 primeiros episódios foram interessantes, MAS do 5 em diante tudo desanda. Aliás, o 5 é o que joga tudo no lixo, uma auto sabotagem.

Vamos por episódio: O Episódio 1 foi legal, gostei bastante dele. O 2 foi mediado, teve uma luta só que ela mal começa e termina logo de cara. O 3 começa e a luta acaba. Uma nova luta começa no final do 3. E no 4 não acontece grande coisa. E o 5, PUTA QUE PARIU, QUE EPISÓDIO RUIM DEMAIS! A partir dele o anime começa a decair de vez! O anime se mantêm em movimento, por isso dizer que a trama é parada não cola, porém quase todas as lutas acabam terminando de forma bem anticlímax, sem ter algo que te empolgue de verdade. E o clímax do episódio 5 é BEM SEM GRAÇA. Colocaram uma animação estática, gastaram várias animações fluídas nos 4 primeiros episódios, aí chega no 5 e coloca aquela cena estática, já matou com 50% da emoção (aparentemente a produção estava atrasada na época, e os animadores não tiveram tempo de finalizar direito).

A trama tenta ser algo sombrio e violento, tanto que violência é algo bastante explícito no anime, com gente sendo desmembrada, partida ao meio, com “zangue” “zorrando” pra tudo quanto é lado. EU tinha assistido a versão com censura, mas depois vi algumas cenas sem censura, e de fato, o anime pegou pesado nas mortes. Porém ele peca em algo que já até comentei em minha análise do Akame ga Kill: Ele insere humor aonde teoricamente não devia ter, coloca piadas no meio das lutas, onde tem gente morrendo ou gravemente ferida, e isso acaba matando toda a emoção que a cena podia passar. Vou até usar as mesmas palavras que usei na outra análise: Eu sei que é para descontrair, mas, poxa, é uma trama teoricamente sombria, não precisava disso. Tá, uma piadinha ou outra até vai, mas Taboo Tattoo tem muita comédia, e muitas piadas você pensa “é pra rir ou pra chorar?”. O humor é imbecil demais, e não falo só das partes cotidianas, uma vez que o humor do autor não é muito bom. O problema é justamente o mmento em que é inserido, ele não se encaixa. O próprio Tom, por exemplo, mano, pra quê ele ser inútil? No episódio 5 tivemos uma metralhadora de piadas idiotas, com beijo e até mesmo com as tripas do cara de fora. Que senso de humor é esse? E qual o resultado? Você não consegue levar a obra a sério, o autor tenta criar algo violento e tenso, visto que o mangá está numa revista seinen, mas cria mais um shonen e mantêm as piadas. Sério, o que se passa pela cabeça dele? Como quer que levemos à sério Taboo Tattoo?  Pior é gastar quase metade de um episódio inteiro (sim, novamente remeto ao 5) só com comédia.

Outro problema do anime é que parece que estão correndo com a história e “comprimindo” muito material. No episódio, 5 (olha ele de novo), tivemos praticamente um volume inteiro de mangá emendado. É perceptível, mesmo pra quem não acompanha a série em mangá, que o anime está corrido demais. Ou seja, muitas partes importantes foram cortadas, partes das lutas até, muita coisa ficou corrida, não dava tempo de respirar e absorver as informações, e com isso o anime estava chato demais. Foi uado 1 capítulo no episódio 1, 1 no 2, e depois disso começaram a comprimir mais e mais, cada episódio se tentava enfiar mais capítulos, e a trama ia se embananando mais e mais. Não sei se fizeram isso, pois o anime não estava fazendo sucesso e queriam pelo menos terminar o arco em que se encontrava, de qualquer forma foi tudo jogado no lixo.

A animação, bom é algo que mais me decepcionou. No primeiro episódio, ela estava linda demais, a coreografia das lutas estava excepcional, usaram muito controle de câmera, que deixava a luta mais dinâmica. Era um negócio bem difícil de ver em animes por exigir de animadores bem mais experientes que tenham um controle corporal de personagens bem avançado. Como tinha muita animação fluída nas partes de ação, nas partes de cotidiano, que não exigiam animação fluída, eles economizaram bastante com cenas semi estáticas (quando algo se move na tela, mas você nota que estão “arrastando” um frame estático).  De qualquer forma, os primeiros episódios tinha uma animação boa, algo bom para um anime de ação que exige mesmo disso. Mas depois ela foi só descaindo, aprece que a verba do anime diminuí, não sei, e toda aquela animação linda do episódio 1 ao 4 foi jogada no lixo. O CG também era bonito no começo e começou a decair na qualidade.

A trilha sonora não era impactante, não conseguia casar bem com as cenas. A abertura era boa, e o encerramento também. A dublagem estava ok, como Makoto Furukawa (Saitama de One Punch Man) no papel de Seigi, Mikako Komatsu (Ulla de Kamisama Hajimemachita) como Bluesy, e Chika Anzai (Chaika de Hitsugu no Chaika) como Touko.
O diretor do anime, Takashi Watanabe (Shakugan no Shana) fez um trabalho ruim, enquanto o roteiro de Sekijima Mayori (Star Ocean EX) e Masateru Ohtake estava PÉSSIMO. Pelo menos o character design de Shinya Hasegawa (Kill me Baby) estava bonito.

Agora vem a parte com SPOILERS. Se não quiser saber o que acontece, pule direto para os Comentários Finais.
O anime está cheio de problemas. Eu relevo o fato dos EUA estarem tomando um coro do outro país lá, o Reino, porque é um anime, mesmo que seja tecnicamente difícil isso acontecer (até porque são os EUA, não é segredo que eles são uma poderosa potência militar). Mas a coisa é algo muito mais surreal. A começar que eles matam o mestre e a amiga de infância do protagonista no mesmo episódio. Matar a amiga de infância foi original, afinal a maioria dos animes costuma deixa-la viva, e admito, foi corajosa a atitude do autor, MAS a forma que ela morreu foi idiota demais. Levaram-na ao campo de batalha, aí quando os EUA estavam perdendo quiseram tirá-la de lá, e ela, como qualquer garota inteligente faria (ironia), decide voltar e ir atrás do protagonista. Pra começar: POR QUE A LEVARAM AO CAMPO DE BATALHA? POR QUE DIABOS ELA ESTAVA LÁ? “Ah, ela tinha uma tatuagem na testa”, mano, ela nem sabia controlar a tatuagem, nem tinha mostrado algum poder, pra quê levar a garota? E por que o autor a matou? Para tentar criar uma tensão, e assim fazer o protagonista evoluir. Ok, o protagonista ficou lá, sedento por vingança, e posso dizer que foi bom isso, ele querer matar a princesa, abandonando seus princípios de nunca matar, foi uma boa evolução. Mas a tensão que prometia não teve, e a morte não foi chocante, a personagem não tinha nenhum carisma, não me importava com ela. Aliás, não me importava com ninguém, a maioria ali morria e você nem conseguia decorar o nome, e aí foda-se com quem morreu. Sei que isso é um problema comum à esses animes de grande violência, morrerem aos montes e você nem sabia o nome, mas é ridículo que a morte da amiga seja bem anticlímax, com aquela cena estática, nossa, que porcaria foi aquilo!
E temos a batalha final no anime, que virou uma batalha entre Kaijus, com um final confuso demais, momentos clichês de shonens e uma chatice só. Fora que ela terminou de um jeito BEM esquisito, com "poder da amizade" e sem algum nexo. 

Comentários Gerais

Taboo Tattoo tinha tudo para ser um dos melhores animes de 2016, mas acabou jogando tudo isso fora. Mesmo com seus clichês, tinha potencial, mas seguiu pelo caminho errado, e deu nisso: Personagens chatos, um protagonista clichê demais, lutas que acabavam logo, desenvolvimento de enredo corrido e confuso, um humor forçado e desnecessário e ruim, uma história mal contada e um universo que seria interessante de ser explorado só que fizeram isso da maneira INCORRETA. A forma como ele se desenvolveu e onde acabou resultou em uma ideia desperdiçada.

No fim, eu digo: Não recomendo este anime, mesmo para o bom amante de anime de porrada. O anime é muito ruim, tão ruim quanto Strike the Blood, conforme fiz a análise. 
O anime está indo mal em vendas de BDs e DVDs, o que impede que futuramente tenha uma segunda temporada, e isso contribuí para que ele se torne logo uma obra esquecida (embora o final do último episódio tenha uma prévia para o que seria uma nova temporada, mas não seria estranho se cancelassem o projeto). Por isso, para mim e para uma grande maioria (provavelmente), o anime não deverá fazer falta. Agora, e se ganhar um dia segunda temporada? Mesmo que ganhe, com certeza não serei eu quem irá assistir.
Por MIKA.