Translate

Mostrando postagens com marcador Spoiler. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Spoiler. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de novembro de 2016

Anunciado 3º Temporada de Code Geass!

... Novamente, não estou contente...

Por MIKA

É. Parece que o mercado está em crise. Depois de Sakura Card Captors, outra obra de sucesso (que também tem dedo da CLAMP) irá ganhar um anime. Trata-se de ninguém mais do que Code Geass.
O anúncio foi feito neste domingo durante o evento "Code Geass 10th Anniversary".
Além do novo anime, teremos 3 filmes copilatórios.

O novo projeto é nomeado Code Geass: Fukkatsu no Lelouch (Ressureição de Lelouch, diexando claro que [SPOILER] aquele final que sugere que o Lelouch morreu era MENTIRA. [FIM DE SPOILER]), mas o anúncio não revelou o formato do mesmo. A história deverá acontecer vários anos após o plano “Zero Requiem” de Lelouch. O evento de domingo apresentou um vídeo promocional com Karen, Jeremiah, Suzaku Kururugi e outros personagens.

Os três filmes compilatórios irão recapitular os 50 episódios de Code Geass: Lelouch of the Rebellion e Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2. O elenco está gravando novas falas, pois os filmes terão cenas inéditas. O primeiro tem previsão de sair em 2017.

Os fãs que receberam os bilhetes e um convite para o evento do domingo “Kiseki no Anniversary”, terão um código secreto descodificado para um outro convite intitulado “Rebirth of the Demon”. O serviço de animes da Bandai Channel vai transmitir o evento no Japão em 23 de Dezembro 2016, a partir do meio-dia, seguido do lançamento do Blu-Ray e DVD em 21 de Abril de 2017. O lançamento vai incluir um video com apresentações de palco do evento, uma imagem drama que estreou no evento, um novo curta intitulado Fukkatsu! Kiseki no Baba Gekijô e o vídeo promocional que anunciou o novo projeto

O anime original Code Geass: Lelouch of the Rebellion foi  exibido no Japão em 2006. Já sua sequência, Code Geass: Lelouch of the Rebellion R2, foi exibida em 2008. O spinoff Code Geass: Boukoku no Akito é uma série de cinco episódios em formato OVA lançadas de 2012 até fevereiro de 2016. A série também ganhou 4 adaptações para mangás com histórias alternativas, publicadas pela Kadokawa Shoten, além de jogos de videogames, artbooks e programas de rádio via internet no Japão.

O anime de Code Geass é, de longe, um dos mais famosos que existe.

O Sagrado Império da Britannia superou as forças Japonesas e conquistaram o país com seus armamentos robóticos, os Knightmare Frames, em menos de um mês. O Japão perdeu sua liberdade e direitos e passou a ser chamado de Área 11. Os cidadãos Japoneses, chamados agora de "Elevens", foram forçados a viver em comunidades, enquanto Britannians vivem em locais de primeira-classe. Os rebeldes japoneses persistiram, para mais tarde, formarem organizações japonesas para lutar contra o império e consequentemente, a independência do Japão. A história tem como protagonista estudante Lelouch Lamperouge, um jovem príncipe que na sua infância sofreu um atentado terrorista à sua casa, no qual morreu sua mãe e deixou sua irmã impossibilitada de andar e cega. Após isso ele teve que se mudar para a Área 11, e recomeçar a sua vida. Alguns anos depois ele encontra uma garota misteriosa chamada C.C. que lhe dá um poder chamado Geass, que lhe permite dar ordens a qualquer ser humano, sendo impossível não obedece-las. E com esse poder ele resolve destruir o mundo em que vivia para construir um novo e mais gentil como idealizara sua irmã. A história se expande em diversos pensamentos filosóficos desde a paz forçada até a definição de justiça, discutindo as formas nas quais a sociedade atual se baseia e fazendo o telespectador pensar se o mundo onde vive é o certo.
...
E, serei sincero: Existem certas obras que não precisam, e nem deveriam, ter continuação, de tão perfeitas que são. E Code Geass é uma delas, aliá,s Code Geass, Sakura Card Captors e Fullmetal Alchemist, espero que no caso deste último, fique só no filme live action mesmo, e não tentem dar continuação. 
Pelo menos coloca outro protagonista, pra mim o Lelouch morreu, deixa ele morto, dá o Geass pra outro cara e pronto!
Bom, agora é só esperar pra ver e TORCER PARA QUE SEJA BOM, QUER DIZER, BOM NADA, PERFEITO, COMO O ANIME ORIGINAL!

Fonte: http://www.animenewsnetwork.com/news/2016-11-27/code-geass-gets-new-sequel-and-anime-compilation-film-trilogy/.109224
http://otakomu.jp/archives/461850.html
http://www.animexis.com.br/2016/11/27/confirmado-code-geass-tera-nova-serie-em-anime/

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Analisando- Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu- É ou não o melhor anime de 2016? [CONTÉM SPOILERS]

Com certeza vai dar polêmica isso aqui.

Por MIKA

Ah, Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu (para os mais íntimos e por ser mais fácil de falar, Re:Zero)... Como esse anime me intrigou bastante, e foi um sucesso pela Internet, seja por sua história, seja por sua waifu, seja pela trap, seja pela violência, seja pelo que for... Enfim, é um anime que, digamos, era um dos assuntos mais comentados na temporada de Abril e continuou assim até o fim do ano. Enquanto isso a light novel ia sendo traduzida pela internet afora e as editoras começavam a ouvir os pedidos frequentes para que ela viesse para cá. Mas não era só com carinho que o anime era citado: também há muita gente que não suporta esse anime, que chegam a dizer que a história de Re:Zero e seus personagens eram as piores coisas já feitas e quem gostava era um idiota (coisas normais de internet). E o mais estranho é que em partes eles têm motivos para não gostarem. Re:Zero é um anime que para os olhos de muitos é algo genérico e totalmente dispensável. Para outros, foi um dos melhores animes do ano e ai de quem discordar (fanboys chatos, cof, cof).

Eu critiquei bastante Re:Zero pelas redes sociais, ao mesmo tempo que elogiava algumas coisas. No começo até tinha gostado pra caramba, mas com o passar dos episódios comecei a perceber algumas coisas erradas. Nunca cheguei a fazer um texto sobre ele (mais por preguiça), mas agora chegou a hora de dizer! Podem me xingar e criar comunidade no Facebook me xingando, porque está começando mais uma das minhas Análises, onde dou um tapa na cara dos fanboys e haters. ‘Bora?
A história
Quando Subaru Natsuki, um estudante comum, deixa a loja de conveniência, a última coisa que espera é ser arrancado de sua vida cotidiana e aparecer em um mundo medieval fantasioso. As coisas não estão boas para o adolescente hikikomori, que não muito tempo depois de sua chegada nesse novo mundo, é atacado por alguns bandidos. Armado apenas com uma sacola de compras e um telefone celular, ele se vê em apuros. Felizmente, uma bela e misteriosa garota aparece e o salva. A fim de agradecer a menina honesta e bondosa, Subaru se oferece para ajuda-la. Uma força muito sombria os persegue, poucos minutos depois de encontrarem o que a garota procurava, Subaru e ela são brutalmente assassinados. No entanto, Subaru desperta imediatamente no mesmo lugar de antes, com o mesmo grupo de bandidos, encontrando novamente a garota e a história se repete inexplicavelmente. Ele descobre então que tem o poder de voltar no tempo, momentos antes de morrer, mas só ele se lembra do que aconteceu anteriormente.

Considerações Técnicas
Originalmente Re:Zero é uma Web Novel que fora depois transformada em Light Novel, e é voltada para o público masculino (o que acaba sendo um grande fator “estranho”, já que graças a isso a série passa uma falsa imagem de que um garoto hikikomori e fracassado pode ser o “master pegador” e fodão em outro mundo, o que dispensa maiores comentários).
Enfim, pela sinopse deu pra notar que Re:Zero possui o clichê do clichê dos animes, de protagonista que vai para outro mundo, um mundo de fantasia medieval. Sim, já estamos cansados deste gênero, mas por que ele faz sucesso, não sei, mas aqui é focado em: Por que Re:Zero faz sucesso? Daqui para baixo pode haver alguns spoilers sobre a série, então já sabem que devem ler por sua conta e risco.

Vamos começar pelo protagonista: Subaru é um cara que não sei se gosto dele ou o odeio. Ele é filho da puta, querendo ou não. Mais anti-herói do que herói, com pitadas de vilão. Tem gente que diz que o Subaru é um protagonista humano, que ele toma algumas decisões que você tomaria, tornando o personagem mais real… Bem, só se você for uma pessoa burra, mau-caráter, possessiva e mentirosa.  Porém, existe uma chama nele que não me permite odiá-lo 100%.  Se bem que ele foi feito pra ser odiado, pois o autor, numa entrevistam disse que o Subaru, caso ficasse poderoso, ia ser um pau-no-cu. Ou seja, já estabeleceu que o cara fosse mesmo um cuzão, que tecnicamente as pessoas teriam que odiá-lo. O anime forçava a barra para você odiá-lo, só que ao mesmo tempo queria que você gostasse dele.

A começar, no primeiro episódio, onde a reação inicial dele a se ver em outro mundo foi bem atípica da maioria dos protagonistas de anime. Ele não entrou em desespero e ficou achando que era um sonho ou algo parecido, ele simplesmente disse “Nossa alguma garota bonita deve ter me invocado aqui, preciso ir encontra-la, e ver como posso usar os meus poderes”. Foi algo que me pegou desprevenido, e foi isso que me fez comprar a obra. No começo, até o episódio 7, você consegue gostar do cara. Mas já do 8, você nota umas falhas nele, mas isso é normal, e continua gostando. Do episódio 13 em diante, aí que você ou continua gostando dele, ou passa a detestá-lo, ou fica como eu, não sabe qual escolher.  Porque o Subaru faz tanta cagada que você fica com raiva, mas aí depois ele se arrepende e você fica com pena, mas algumas cagadas dele são tão absurdas que sua vontade é entrar no anime e dar um soco nele. Isso sem falar que ele toma umas atitudes que nos faz pensar se ele na verdade é um mau-caráter, porque ele fazia merda, morria, e voltava e já sabia o que fazer para que não fizesse cagada com os outros, não magoando os outros e deixando os outros com rancor, ele dizia EXATAMENTE o que os outros queriam ouvir. O poder dele é tão roubado, que na linha temporal que se estabelecia como definitiva, era sempre o Subaru melhorado, ou seja, no fim aqueles personagens não conheciam os defeitos, o lado ruim dele. E o cara se aproveitava disso! Claro, ele fez merda demais, tem um momento que o anime até exagera, mas não muda o fato que com os loopings, porque ele é meio imbecil e quer dar uns pegas na Emilia, ele faz a merda, a situação fica terrível, morre, volta e fala e faz o que as pessoas querem que ele faça, porque assim ele não morre, e ele pode dar uns pegas na Emilia. No episódio 13, por exemplo, temos claramente isso, onde ele foi lutar com um cara na esperança de ou vencer e parecer o fodão ou morrer e desfazer a cagada que tinha feito antes, mas não, ele não morre, piora a situação, a Emilia tá puta com ele, e aí ele entra em desespero, pois ele não vai conseguir desfazer a cagada, e seu objetivo de pegar a Emilia não é exatamente alcançado, e ele surta dizendo “NÃO, VOCÊ TEM QUE GOSTA DE MIM, É SUA OBRIGAÇÃO, VOCÊ TEM UMA DÍVIDA COMIGO!”, uma autodestruição total do personagem. Sim, o amor que ele tem pela Emilia, se alguém já reparou, muitas vezes parece ser uma obsessão, como se ele visse a Emilia como um objeto e não como pessoa. Amor esse que é posto em dúvida principalmente quando ele diz à Rem que quer fugir com ela, e deixar a Emilia morrer para uma seita satânica.  Levando em conta que depois ele fala pra Rem que ele ama a Emilia (gerando um dos maiores memes dos animes já vistos), é meio difícil, não dá para obriga-lo a gostar de uma pessoa que ele não ama, e isso ocorre muito na vida real, e acho que ele, por ter sido hikikomori, sempre foi impopular, e por isso ao ter uma garota gostando dele pela primeira vez, ele poderia ter tomado uma atitude que já vi ocorrer muito, que é do cara decidir ficar com a menina porque “é a primeira vez que alguém gosta de mim, então não se sabe se terá próxima, por isso decidi dar os pegas nela”. Claro, algo parecido é insinuado no 18, mas mesmo assim ele rejeitou a garota por querer dar uns pegas na Emilia.

Aliás, no episódio 12, o Subaru, por causa desse “amor”, tretou com um cavaleiro, o Julius, só por ele tê-la beijado na mão, um cumprimento comum entre cavaleiros e as donzelas. Ali ele já foi pau-no-cu. Claro, tem os acontecimentos a seguir, de ele fazer amizade com o cara, mas no segundo encontro dele, ele já tinha sido no começo mais hostil.
Mas se existe algo bom nele? Olha, talvez, porque ele depois percebe que sozinho não resolve a porra toda, e aí ele começa a ser cooperativo. Porém, existem dois problemas aí: Na metade do anime ele era um covarde, desgraçado que só fazia burrice, e depois ele de repente vira o estrategista gênio e corajoso. Foi uma passagem muito brusca, não deu tempo de engoli essas duas facetas, além de não ter ficado natural. Ele tentava forçar que as pessoas o ajudassem, forçava a amizade. Depois, ele, vendo que não adianta isso, engole seu orgulho, e aí ele morre, e tudo que ele faz são atitudes malandras, para que elas enxerguem o melhor dele (olha aí o que falei acima dos outros personagens só verem o lado positivo dele). É complicado isso, não sinto bem a real mudança de comportamento, muitas vezes ele só faz as coisas por benefício próprio. No fim, todos o elogiam, sendo que ele está na verdade ENGANANDO TODO MUNDO.  Claro, ele não pode contar sobre o poder dele, porém não teve um momento onde ele pensou “Cara, preciso ser cuzão para que não haja mortes e desgraças. Sei que é a coisa errada a se fazer, mas pelo menos ninguém vai morrer.”. Voltando ao tão polêmico episódio 13, muitos afirmam que ali você viu o verdadeiro Subaru. Que o Subaru é mesmo um mau-caráter, mentiroso, que quer que todos gostem dele, e ninguém pode odiá-lo. Parece até que ele só olha para o próprio umbigo. Ou ele é mesmo burro. Em determinado momento, ele conta para a irmã da Rem, a Ram, que é um demônio de cabelo vermelho (a Rem é a de cabelo azul) uma história sobre um demônio azul e outro vermelho, é uma história do folclore japonês que até aparece em Ore Monogatari, e nessa história o demônio vermelho se fode. O Subaru contou isso para um demônio de cabelo vermelho, é quase que contar uma piada racista para um negro, eu fiquei até surpreso que a Ram não matou ele naquele momento.

Talvez com o Subaru, ele queira fazer a Jornada do Herói, só que de um jeito diferenciado: Ele teve sua ascensão, depois sua queda, e por fim sue retorno triunfante. Ou talvez o autor realmente quisesse um protagonista asqueroso, que fosse mais vilão que herói, pois isso seria um diferencial na obra. Pois num mundo onde você tem heróis perfeitos, mas que irritam como alguns pensam sobre o Kirito, se você cria um que não é perfeito, já é algo legal. Não sei, só sei que não dá para reclamar que é um personagem raso, porque com essas características diversas, ele é complexo, não sei se 100%, mas já é algo que não dá para saber se é um bom ou não personagem só pelo primeiro episódio. Mas que o Subaru é um psicopata em potencial, isso ele é. Claro, ele morre o tempo todo, sente a dor da facada, das mortes, talvez as mortes dolorosas dele somado ao fato de ver várias vezes às mesmas pessoas morrerem de forma cruel, aos poucos no anime, foram corrompendo-o, enlouquecendo-o, tanto que no início do anime ele parecia se rum cara relativamente legal, boa pinta, mas no final, somando tudo isso, ele virou um “psicopata em treinamento”.

Talvez o maior problema do personagem seja que faltou um flashback, um passado para ele. Pra começar, por que ele é hikikomori? Onde está a família dele? Por que no “mundo real”, o “nosso mundo”, ele se isolou de todos? Por que ele é tão obcecado pela Emilia? Será que no passado ele foi rejeitado por uma garota? Então, falta é um passado para ele, algo que parece que nem na novel fizeram. Acredito que um passado, por mais que você não goste de flashbacks, aceite, eles são necessários, e um passado pro Subaru poderia justificar pelo menos 85% das ações dele no presente da história.

Aliás, já falei demais do Subaru, agora vou mudar pra Rem: A Rem também é outra, não sei se gosto, não se se odeio, pois ou ela é uma vítima ou uma filha da puta.
A Rem não é apaixonada pelo Subaru. Ela é apaixonada por um Subaru que o próprio quis que ela enxergasse. Visto que o Subaru fez basicamente isso: “Vou falar isso, isso e aquilo pra ela, para ela ficar feliz, pois se não ela fica com raiva e enfia aquela bola e ferro no meu cu, e fudeu.”.  Tanto é que esse amor meio doentio da Rem é porque ela só vê as qualidades dele, mas isso porque o Subaru QUIS que ela SÓ VISSE AS QUALIDADES DELE.

E tem um momento que é bem confuso: O Subaru quer porque quer ir para a reunião das candidatas à herdar o trono do Reino, e a Emilia o proíbe. Aí a Rem diz pro Subaru “Estarei cortando batatas na cozinha, e provavelmente estarei tão ocupada que nem perceberia se alguém entrasse ou saísse pela porta”. Não precisa ser gênio para perceber que ela fez aquilo de propósito e quis dizer que ela vai fingir que não percebeu o Subaru fugindo do quarto do hotel e indo para a reunião. E ai que eu me pergunto: Ela conhecia bem a Emilia, será que ela sabia que a Emilia iria ficar puta com o Subaru por ele ter quebrado uma promessa e ter fugido e ido pra reunião? Se ela sabia, então significa que ela queria que o Subaru e a Emilia brigassem, para que assim ele desistisse da Emilia? Isso foi uma teoria minha, que meio que caiu por terra no episódio 18, onde o Subaru quer fugir com ela, e ela recusa. E mais pra frente (numa parte que cortaram no anime) ela se finge de morta para que o Subaru dissesse que a amava. No episódio 18, o Subaru tinha dito que amava a Emilia (frase que virou meme), e eu disse que se ele tivesse dito pra Rem que amava só ela, ele estaria sendo mais mau-caráter e pau-no-cu do que ele já demonstrou ser, e chegamos a essa parte da novel e ele basicamente faz isso? (Nossa, estamos falando de Rem, mas voltei a falar do Subaru, olha só como o cara é complexo). Bom, a Rem nesse episódio fez um bom discurso, ela até planejou a vida toda dela com o cara. Enfim, para mim, a Rem ela é uma doente obcecada pelo cara, e que na verdade está sendo enganada. E o pior é que mesmo ela sendo rejeitada, olha o que a Rem diz “OK, mas continuo te amando”. REM, VOCÊ É ESTÚPIDA DEMAIS, PQP! O Subaru por acaso quer poligamia? E isso porque em determinado momento, ele fala para uma personagem que “Se eu não tivesse duas, eu te aceitava, mas já tenho a primeira que eu gosto, e a segunda, que gosta de mim.”, evidenciando que ele é quase que um mulherengo. E o pior que todo mundo ama ele, até aquele dragãozinho que ele usa como meio de transporte! PQP.

E tem a Emilia... Ah, Emilia... Não sei o que dizer... Ela foi vendida no começo do anime como a heroína do anime, mas aí no arco 2 ela perde espaço pra Rem, e do anime em diante ela perde TOTALMENTE SEU DESTAQUE. No fim, não foi desenvolvida e no final tentam forçar que nós gostemos dela, MAS POXA COMO VOU GOSTAR DE UMA PERSONAGEM QUE NEM DESENVOLVIMENTO TEVE? Antes que alguém reclame dizendo “Mais pra frente na novel ela é desenvolvida e ganha destaque”, eu estou analisando o ANIME, não a novel. Se tiver segunda temporada e tiver esse arco na novel, aí eu posso dizer que ela teve, MAS nessa segunda temporada, NOP.
E tem o fato que ela quer ser a rainha, criar uma sociedade mais justa e igualitária, visto que ela sofre preconceito por ser meia-elfa, porém a forma como colocaram no anime a fez parecer UMA COMUNISTA. E todos sabem que comunismo deu em merda, quem estudou história sabe bem do que estou falando. E com o Subaru apoiando-a, ficaria BEM CLICHÊ se ela ganhasse.

E, como se pode ver, a “heroína” foi deixada de lado, e vários personagens secundários são desenvolvidos, exceto ela. Pois é, a gente reclama quando personagens secundários são deixados de lado, mas aqui é a heroína quem é deixada de lado. Até o Wilhelm, o velhinho lá que serve a Crush, ele foi desenvolvido, teve todo o passado dele com a outra garota sendo contado, e a Emilia não.

Talvez de todos os personagens, na minha opinião, o melhor trabalhado foi o Petelgeuse (ou Betelgeuse, como alguns chama).  Porque ele foi um vilão bom, um puro psicopata louco, e você conseguia ter raiva dele ao mesmo tempo em que ele era bem carismático, e nem precisou de flashback para que você se apegasse a ele e pensasse porque ele é mal, não, ele é mal porque sim, é um psicopata e pronto. Claro, talvez na parte dos poderes dele, de onde vieram, podiam ter dado uma explicada, mas pelo menos na da personalidade ficou mais satisfatória. Melhor do que ele, o culto da bruxa. Claro, você pode discordar, dizer que ele não foi desenvolvido, mas é só uma opinião.

E agora vamos para a história: Eu já resumi em partes como ela funciona, e por isso não deve demorar muito. A história é interessante até, no começo você fica apreensivo e ansioso para ver o que vai acontecendo, MAS aos poucos, pelo fato do Subaru poder ficar voltando o tempo e consertando tragédias, a história perde seu brilho. Fica um pouco previsível. Faltou um evento de grande impacto cujas viagens no tempo não conseguissem resolver, no fim, qualquer merda que houvesse, qualquer personagem que morresse, bastasse voltar no tempo que tudo poderia ser resolvido. No fim, o anime perdeu um pouco a graça. (Novamente, estou me REFERINDO AO ANIME, FODA-SE A NOVEL, SEI DOS SPOILERS DO FIM DO ANIME, MAS POR ENQUANTO ESQUEÇA-OS).

E tivemos a sequências de cagadas do Subaru que, nossa, o anime ficou BEM MAÇANTE NESSA PARTE, ter raiva do Subaru era algo bem fácil.
Em muitos momentos, o anime é corrido, em outros, é lento. E tem personagens que aparecem, demonstram um potencial gigantesco que acaba te atraindo, te fazendo gostar deles, e depois simplesmente somem, como se fosse “Foda-se!”. Alguns aparecem um pouquinho depois, mas a participação acaba sendo pequena, e tem outros que nem mais voltam, como a Elsa, a assassina do primeiro episódio. Ela foi a grande vilã do primeiro arco, e depois nunca mais apareceu. Em muitos momentos, de tão corrido, você não consegue se afeiçoar direito com alguns personagens. O anime foi jogando tanta informação ao mesmo tempo em que muitas nem deu pra digerir direito, e o anime acabou esquecendo-a. Pro Subaru, que deveria ser o filtro dessas informações, os “nossos olhos dentro da história”, tudo, absolutamente TUDO que não tivesse relação com a Emilia NÃO TINHA IMPORTÂNCIA, desperdiçando inúmeras informações e jogando outras que eram trabalhadas só 50%.

O Mundo vira um problema pra Re:Zero. É tanta coisa que não dava para balancear. Porque se tivesse focado só no Subaru e em outros personagens, seria uma coisa, mas não, focam no mundo, na hierarquia dele, nas criaturas, só que só apresentam o conceito e depois não explicam mais nada, não sabemos que são as Bruxas, quem é o Dragão, quem DE FATO é a Baleia Branca, não, tudo foi jogado como simplesmente conceitos, de forma supérflua, e depois esquecidos. São tantos elementos que acabou sobrecarregando demais a trama. Poxa, podia ser algo mais simples, mais contido, não uma tentativa falha de criar uma trama supercomplexa.
Isso sem falar que muitas situações se resolviam por coincidências, algo que detesto, como o fato do Subaru querer matar a Baleia, e olha só,, estavam montando uma milícia para ir caçá-la, mas não sabiam onde ela estava nem quando apareceria, coisas que, adivinha só, o Subaru sabia.
Mas isso não significa que ele é um anime ruim. A trama se desenvolveu de uma forma boa, pois começa meio "leve", mas conforme a história foi andando, a treta foi ficando cada vez mais perigosa, dando um tom mais pesado e sombrio, com episódios chocantes, e ás vezes eu ficava abalado com o que tinha acabado de assistir. Não sei como seria a experiência de ver todos os episódios seguidos, provavelmente é bem diferente da minha, que acompanhei semanalmente. Ver tudo de uma vez só pode tirar boa parte da emoção, não sei. Não nego, tinha episódios que acabavam de um jeito muito "PRECISO DO PRÓXIMO", e devo tirar o chapéu para a equipe de produção por isso, porque mesmo que a coisa fosse meio previsível, ainda era possível criar alguma surpresa. Só a título de curiosidade: Todos, sem exceção, na equipe do anime eram MEGA FÃS da novel, o que fez com que tivessem mais vontade de trabalhar na adaptação.
Uma cena incrível foi no final do anime, com a morte do Subaru decapitado no meio de uma nevasca, com a cabeça dele caindo e os créditos finais subindo. Ficou muito boa aquela cena.
O Final foi bem feito, foi um final fechado, feliz e sem gancho, o que torna o anime mais autocontido, além de fecharem a saga principal, que seria a do desenvolvimento do Subaru. Devo elogiar bastante a equipe pelo final.  Não foi um final perfeito, mas para o que a obra propunha, foi coerente.
Tanto a Animação quanto a Arte do anime são muito boas. A animação se manteve consistente por um bom tempo, rolava uns bugs, principalmente no final, mas nada tão alarmante. De fato, o estúdio White Fox (Steins;Gate, Akame ga Kill, Hataraku Maou-sama!, Sonico, Tears to Tiara, Katanagatari) fez um ótimo trabalho. Em algumas cenas o CG ficava meio estranho, mas não foi nada que incomodou ou estragou o anime. No geral, os cenários eram lindos, bem caprichados e bem detalhados. Os personagens foram muito bem animados, eles tinham cores bem brilhantes, fortes e bonitas, mesmo nas cenas góticas escuras de trevas. A arte estava bem bonita. A direção é de Masaharu Watanabe (Wakaba * Girl) foi bem feita, os roteiros de Masahiro Yokotani (Beelzebub, Hataraku Maou-sama!) estavam razoáveis, com os defeitos que falei, porém acho que isso é mais culpa do autor da novel que do roteirista, embora ele tenha cortado muita coisa da novel, porém se compararmos ao que outros estúdios tivessem feitos, os cortes seriam mais bruscos e maiores, então sim, foram poucos cortes e muito certeiros, embora tenha deixado muita coisa sem desenvolvimento (e, de novo, culpo mais o autor que o roteirista). E o character design era, de certa forma, “genérico”, mas bonito. Infelizmente, não achei o artista que o fez.
Tanto as aberturas quanto os encerramentos eram bons, combinavam com o anime, porém quase não eram tocados. A equipe, priorizando o tempo, cortou-as, junto das propagandas, e com isso quase não tínhamos essas músicas.
A dublagem estava boa, dando destaque para Yusuke Kobayashi (Arslan de Arslan Senki) como Subaru, e Yoshitsugu Matsuoka (Kirito de SAO, Souma de Shokugeki no Souma, Sora de No Game No Life) como o vilão Peetelgeuse.
Comentários Gerais                                  
Re:Zero é, talvez, um dos maiores, senão O MAIOR sucesso do ano. Foi um bom anime, e sim, eu o recomendo, mesmo com seus problemas. Consegui me divertir, e isso é o amis importante, por isso pelo menos conferir até o episódio 5/6 é interessante de se fazer. Porém, NÃO O CONSIDERO O MELHOR DO ANO.
A verdade é que o anime tem uma grande quantidade de problemas, mas que acabam entrando em sintonia com suas vastas qualidades. A adaptação é MUITO BOA se comparada com outros animes. Não é excelente, mas também não é algo que possa se ignorar. Então, pelo menos na parte técnica, Re:Zero pode se considerar um dos melhores já feitos.

O anime atende as expectativas de alguns e decepcionou outros, algo extremamente normal. A dimensão que a série tomou é o que acaba assustando. Podemos afirmar que foi um dos grandes sucessos dos últimos anos na Internet sem pensar muito.  Agora, por que o anime fez sucesso? Pelas waifus? Pelo protagonista? Pelas cenas de violência e mortes? Talvez seja um anime feito realmente pra otakus, com todos os arquétipos possíveis, uma pura receita de anime de sucesso que atinge o público que compra action figures, dakimarus, visual novels... Que nem KonoSuba, mas KonoSuba acerta mais que Re:Zero e erra um pouco menos (erra, mas bem menos). Realmente, não sei. Não adianta procurar uma resposta. Simplesmente aconteceu. Talvez a Era Digital em alta, a facilidade de se encontrar conteúdo… Bem, não adianta tentar caçar alternativas. Só que eu, pelo menos eu, não acho que seja um dos melhores já feitos nesses últimos tempos. É um Guilty Plesure, um anime que é todo cagado, mas gosto, que nem SAO. Sim, gosto de Re:Zero, só não sou fã ao ponto de ser cego e não ver seus defeitos.
Não sei se terá segunda temporada. O anime vendeu bem, a novel teve um aumento razoável, então sim. Mas eles adaptaram todos os 9 volumes disponíveis, então vai demorar pra ter nova temporada. Peguem a novel se querem acompanhar essa história. Vai se rum bom divertimento até.

E é isso, vou ficando por aqui, a essa altura deve ter fanboys me xingando por eu ter criticar o anime, haters também me xingando por em momentos ter elogiado, mas dei minha sincera opinião, não acho Re:Zero um anime perfeito, nem o melhor do ano, nem de o melhor da minha vida. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

SYO Anime Awards 2015


Conheça os melhores animes de 2015... Segundo nossa premiação.

Por MIKA

Yeah! Demorou mais saiu! Depois de um ano recheado de surpresas e decepções, veremos agora quais animes valeram a pena acompanhar neste ano que passou!
Essa é nossa segunda premiação, cliquem aqui para verem a do ano passado. E lembrando que está é uma recomendação com base no gosto pessoal e duvidoso destes redatores. Selecionamos 26 categorias das quais você confere a seguir:
Melhor Cenário

Melhor Direção de Arte

Melhor Roteiro

Melhor Anime Curto
Melhor Abertura
Melhor Encerramento
Maior Surpresa do ano
Maior Decepção do ano
Melhor Trilha Sonora
Melhor Continuação em 2015
Melhor Anime de Ação/Aventura
Melhor Anime de Comédia
Melhor Anime Dramático/Triste
Melhor Anime de Romance
Melhor Anime de Terror
Melhor Adaptação
Melhor Anime Original
Melhor Vilão/Antagonista
Melhor Protagonista Masculino
Melhor Protagonista Feminino
Melhor Personagem Secundário Masculino
Melhor Personagem Secundária Feminina
Melhor Dublador
Melhor Dubladora
Melhor Anime de 2015

Pois bem, vamos nessa, e lembrando que esta premiação foi feita com base em análises e gostos pessoais nossos, por isso se quiserem dar sua opinião, deem nos comentários!


Melhor Cenário

Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works 2

A segunda parte da aclamada adaptação da visual novel da TYPE-MOON manteve o padrão de qualidade da primeira parte. É de se bater palmas a qualidade de animação que a Ufotable foi capaz de colocar em uma série semanal e os maiores problemas dessa parte são mais culpa do protagonista do que deles. Será que ainda vamos ver uma nova série retratando a rota que sobrou?

Melhor Direção de Arte

Death Parade
Não há de se negar que a Madhouse provou mais uma vez que sabe fazer uma animação linda. O anime transmite através de suas imagens uma sensação de que aquele mundo é real e que podemos fazer parte dele. A cada episódio, percebemos o quanto o anime possui ótimos frames, e não notei muitos bugs na animação.
Melhor Roteiro

Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works 2

Não vamos negar que a segunda parte foi melhor que a primeira. Novamente ufotable fez um bom roteiro, que cativou bastante e emocionou na mesma medida. A forma como as coisas ocorreram fizeram deste anime uma obra de arte. Recomendável.
Melhor Anime Curto

Danna ga Nani wo Itteiru ka Wakaranai Ken2

A segunda temporada do anime de apenas 3 minutos foi tão boa quanto a primeira. Não consigo não sorrir toda vez que vejo esse casal, a história é bem bolada e tudo ocorre de maneira tão natural nesses poucos 3 minutos. Um anime de qualidade.
Melhor Abertura

Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works 2 (Brave Shine, por Aimer)

A abertura mais emocionante de toda a temporada. A música cantada por Aimer é linda e sua letra mais linda ainda. A música casou bem com as cenas da abertura, e de tão envolvente que é, que eu considero a melhor abertura já feita para a franquia.



Melhor Encerramento

Gakkou Gurashi (After Glow, por Maon Kurosaki)

O encerramento mais emocionante do ano. O anime de Gakkou Gurashi foi uma das surpresas do ano. E isso incluiu uma das músicas mais tristes do ano. A voz da cantora é boa, a letra é triste, e ela se encaixa bem com a situação daquele mundo onde as garotinhas vivem. Merecido!

Maior Surpresa do Ano

Gakkou Gurashi

Confessem: Ninguém aqui, nem vocês, nem eu, davam muita bola para esse anime quando o viu nos guias da temporada de julho. Assisti por uma recomendação. De fato, esse anime foi uma bela surpresa. O anime não foi fiel ao mangá, mas foi o suficiente para divertir. Alternando entre os momentos de desespero e humor, o anime ganha ainda mais destaque em sua reta final, quando ele fica mais sombrio. Recomendo-o por ser justamente uma “quebra” no gênero moe.
Maior Decepção do Ano

Charlotte

Vou ser sincero: Charlotte pode até ser considerado por muitos o melhor anime do ano. MAS ele infelizmente comete muitos erros. Claro que não vamos tirar o mérito dele por ser algo que agradou uma massa e marcou o ano de 2015. Porém, o final foi algo corrido, confuso, e teve muitas coisas desperdiçadas, poderiam ter se aprofundado no tema “Viagem no Tempo”, “Superpoderes e suas consequências”, e poderiam ter nos mostrado algo incrível. Mas não o fizeram.  O criador, Jun Maeda (que é o mesmo de Angel Beats) poderia ter feito 26 episódios, e não 13, e o resultado foi esse, uma confusão total. Além disso, o anime foi vendido como algo “triste”, mas o final passou longe de ser, foi um final feliz. O protagonista foi um bosta, e a única personagem que prestou ali teve pouco espaço no final, mesmo ela sendo a protagonista feminina. Se você gosta de Charlotte, beleza. Mas eu só queria entender se tu gosta por gostar, ou por ser conformista e tiver aceito mais facilmente que o anime foi desse jeito, ou se és um simples cara que repete o que o pessoal fanboy fala sem nem prestar a atenção. OBS: Vai sair um OVA em 2016, e minhas esperanças é de que o OVA explique melhor o que aconteceu aí sim o anime pode pelo menos ficar satisfatório.

Melhor Trilha Sonora

Kekkai Sensen

A música de fundo deste anime é incrível, não há como descrever. Uma perfeita combinação entre anime e música. Aliás, Kekkai Sensen possuí, de longe, a melhor OST do ano, e a música “Sugar Song to Bitter Step”é um exemplo. Canções de encerramento muitas vezes ficam atrás de canções de abertura quando são feitas listagens ou rankings, mas com certeza a música do Unison Square Garden deve ter chamado muita atenção de quem assistiu esse anime, afinal é bem contagiante ver muita gente dançando livre, leve e solto! 

Melhor Continuação em 2015

Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works 2

A segunda temporada finalmente finaliza mais uma guerra do santo graal e explica todas ou quase todas as pontas soltas da primeira metade de Unlimited Blade Works. Não morro de amores por essa saga, prefiro muito mais o Fate Zero, mas ainda é de se bater palmas a qualidade de animação que a Ufotable foi capaz de colocar em uma série semanal e os maiores problemas dessa parte são mais culpa do protagonista do que deles. Será que ainda vamos ver uma nova série retratando a rota que sobrou?
Melhor Anime de Ação/Aventura

Arslan Senki

Uma anime que conta a história de uma jornada de um príncipe em busca do reino que ele perdeu após uma traição e com o traço da autora de Fullmetal Alchemist, era apenas isso que eu conhecia de Arslan Senki e bem é basicamente isso. Posso parecer suspeito, afinal, sou fã da Arakawa, e fui assistir esse anime apenas por ter o traço dela. Não sei se é porque o autor é um gênio ou se tudo que a Arakawa toca vira ouro, mas esse anime me prendeu muito a atenção, não só pela ação, mas também pelo enredo, que tratava de temas como Escravidão, Guerras e Intolerância Religiosa (sendo este último muito atual). Um anime que mistura política e ação e romance, com personagens incríveis, não tem como negar: Mais uma vez, Arakawa nos apresentando algo épico! Ah, e só para encerrar, deixarei aqui uma das frases mais marcantes de todo o anime:
“A Justiça é como as estrelas: Existem milhares delas, e o brilho de uma pode ofuscar o brilho de outra…” – Narsus.
Melhor Anime de Comédia

One Punch Man

Um dos melhores animes do ano, OPM é uma divertida paródia de super-heróis, dos shounens de porrada e seus clichês – paródias que já começam nas aparências entre protagonistas e vilões, com o personagem principal totalmente “feio” enquanto temos todo o trabalho em cima dos auxiliares. Um anime que tem um senso de humor muito bom, e que combina isso com as cenas de ação. As risadas são garantidas com esse anime. É um dos animes que mais deveria ganhar segunda temporada!

Melhor Anime Dramático/Triste

Sakurako-san no Ashimoto ni wa Shitai ga Umatteiru

Vou ser sincero: O ano de 2015 foi tão, mas tão pobre em animes tristes, que mesmo os únicos que se encaixavam nessa categoria (Plastic Memories e Charlotte) não conseguiram se tornar “os melhores”, se posso dizer. Sakurako-san é o que mais se aproximou disso. Todos os casos transmitiam certa tristeza, sendo o do episódio 3 o mais triste de todos. O anime segue um ritmo ora lento, ora acelerado, e talvez não agrade a todos, mas pelo menos 3 episódios é algo que recomendo assistir. 

Melhor Anime de Romance

Ore Monogatari

Esse foi um anime que, realmente, como ninguém pensou naquilo antes? É uma ideia excelente e de certa forma muito simples, mas inovadora.  A autora fez um ótimo trabalho com o trio principal para torna-los muito carismáticos, isso faz com que o espectador torça pela felicidade de pelo menos um dos três e motiva a continuar assistindo até o final. Takeo pode não ser um galã de novela, como é a maioria dos protagonistas de shoujos, mas ele é bastante carismático, e mostra que aparência muitas vezes não define o caráter de uma pessoa.
Melhor Anime de Terror

Kowabon

Que medo! Esse anime dá muito medo! Cada episódio dava um medo maior ainda! MEEEEEDOOOO!!!
Melhor Adaptação

Akagami no Shirayuki-hime

Uma Branca de Neve Ruiva? Mas que genial. A adaptação do anime foi fiel em vários aspectos, tanto no traço quanto na história, e embora tenha algumas diferenças, elas são facilmente aceitas dentro do contexto.
Melhor Anime Original

Death Parade

O grande trunfo da narrativa de Death Parade é que não é claro se o julgamento do Decim está sempre correto e isso se torna lenha para que os debates se aflorem. Já tive vários debates com amigos sobre se um personagem realmente merecia ser ou não salvo, e isso é muito legal. Seu defeito? 12 episódios, apenas. Muita coisa acaba não sendo desenvolvida, não é que a ideia dos julgamentos seja ruim, mas ficar nesse mesmo sistema a temporada inteira foi um pouco decepcionante e repetitivo.
Melhor Vilão/Antagonista

Gilgamesh (Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works 2)

O fdp do anime Fate sem dúvida merece esse posto. Além de apelão da porra, Gilgamesh fez altas crueldades, e com um plano insano, quase que levou a cidade inteira pro brejo usando o Santo Graal. Um dos motivos dessa segunda parte ter sido melhor que a primeira foi a presença de Gilgamesh, que superou até a Caster (muita gente com certeza vai discordar).

Melhor Protagonista Masculino

Saitama (One Punch Man)

O herói careca é o vencedor desta categoria! Nenhum protagonista conseguiu atingir o nível de carisma de Saitama. Ele simplesmente é um cara normal, mas entediado com tudo a sua volta, e só deseja uma luta emocionante onde ele corra risco de morte. Saitama é tido como personagem-piada, e é um herói que quebra a barreira do clichê e do absurdo. Não é a toa que ele tem vários fãs.

Melhor Protagonista Feminino

Hestia (Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka?)

Dungeon é outro anime surpresa do ano e é bastante agradável. Claro que perto de outras surpresas, ele não tem muito destaque, mas ainda é um anime divertido e recomendável. A personagem Hestia (conhecida como a “Loli Peituda”) é bastante carismática, e por mais que tenha quem não goste dela, ela foi uma presença importante no anime. Mais importante que o próprio protagonista Bell. 

Melhor Personagem Secundário Masculino

Karma Akabane (Assassination Classroom)

Incrível como um personagem como o Karma consegue ser mais interessante que o protagonista Nagisa. Um jovem com espírito de delinquente, que quer matar o professor e tem um ar de “bad boy” conseguiu ser mais convincente, aliás, o aluno mais convincente, de toda a classe 3-E. Karma é de longe um dos melhores personagens do anime, e a evolução que ele teve após alguns eventos (que não direi, pois é spoiler) foi notável. A luta com o Grip foi a melhor luta de todo o anime.

Melhor Personagem Secundária Feminina

Narberal Ganma (Overlord)

Overlord possuí personagens bem interessantes. O próprio Momonga teria sido o melhor protagonista do ano se não tivéssemos tido One Punch Man e sue protagonista Saitama. Mas Narberal (ou Nabe) de longe foi a melhor secundária do sexo feminino que tivemos no ano de 2015. Ela é forte, linda e possuí uma personalidade que, por mais que seja semelhante a de muitas garotas de animes por aí, é cativante, ainda mais por causa do fato dela desprezar os seres humanos.

Melhor Dublador

Jun Fukuyama por Koro-sensei (Assassination Classroom) e Kazuma (Noragami Aragoto)

O OVA de Assassination Classrooom foi bem mal recebido, não só por causa dos problemas na animação, mas também pelo dublador do Koro-sensei não se encaixar bem a personalidade do personagem, por mais que ele fosse um bom dublador. A série veio e já melhorou 100% só com a escolha do Jun Fukuyama como a nova voz para o alvo dos alunos da classe 3-E. E não é que combinou mais? Além disso, Fukuyama reprisou o personagem Kazuma na segunda temporada de Noragami, e com o maior destaque que o personagem teve, Fukuyama pode demonstrar todo o seu talento. Não há de se negar que 2015 foi um ótimo ano para Fukuyama. 


Melhor Dubladora

Risa Taneda por Nakiri Erina (Shokugeki no Souma) e Rory Mercury (GATE)

O talento de Risa Taneda foi melhor expressado nestas duas personagens, bem distintas uma da outra. Erina e Rory viraram as queridinhas do público, e enquanto uma é uma tsundere arrogante, a outra é uma loli safada e sanguinária. Bem diferentes uma das outras, mas com a mesma dubladora, e mesmo a voz sendo reconhecível, é louvável ver que ela conseguiu fazer ambos os papéis sem dificuldade e dando um charme diferente para cada uma. 

Melhor Anime de 2015- Top 3

3- Arslan Senki
2- One Punch Man
1-    Fate/Stay Night: Unlimited Blade Works 2

Nesta categoria, assim como fizemos no primeiro SYO Awards, fizemos um Top 3.
Arslan Senki foi um excelente shonen, um dos melhores do ano de 2015.
One Punch Man conseguiu ser um sucesso de público e crítica, e não foi só uma paródia, ele basicamente foi um inovador dentro do gênero.
Fate/Stay Night: UBW2 foi de longe o melhor anime do ano! Por mais que muitos não morram de amores por essa saga, e prefiram muito mais o Fate Zero, é louvável que o ufotable fez um excelente anime, tanto na parte técnica da animação quanto na história. Com certeza, o melhor anime de 2015.

E é isso aí, essa é nossa premiação, se esquecemos de algum, se discorda de algo, comente aí embaixo!