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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

SYO Anime Awards 2016

Conheça os melhores animes de 2016... Segundo nossa premiação.

Por MIKA

Finalmente saiu o nosso SYO Anime Awards Edição 2016! Depois de um ano recheado de surpresas e decepções, veremos agora quais animes valeram a pena acompanhar neste ano que passou!
Esta é nossa 3º Premiação. Se quiser conferir as outras, clique aqui para a de 2014 e aqui para a de 2015.
E lembrando que está é uma premiação com base feita com base em votações feitas entre nós (e houve muita discórdia). Selecionamos 25 categorias desta vez (tiramos a categoria “Melhor Cenário” por ela estar basicamente entrelaçada com “Melhor Direção de Arte”), das quais você confere a seguir: 
Melhor Direção de Arte
Melhor Roteiro
Melhor Anime Curto
Melhor Abertura
Melhor Encerramento
Maior Surpresa do ano
Maior Decepção do ano
Melhor Trilha Sonora
Melhor Continuação em 2016
Melhor Anime de Ação/Aventura
Melhor Anime de Comédia
Melhor Anime Dramático/Triste
Melhor Anime de Romance
Melhor Anime de Terror
Melhor Adaptação
Melhor Anime Original
Melhor Vilão/Antagonista
Melhor Protagonista Masculino
Melhor Protagonista Feminino
Melhor Personagem Secundário Masculino
Melhor Personagem Secundária Feminina
Melhor Dublador
Melhor Dubladora
Melhor Anime de 2016
(Nesta última, em vez de ser o tradicional Top 3, será um Top 5, e com Menções Honrosas)

Pois bem, vamos nessa, e lembrando que esta premiação foi feita com base em análises e gostos pessoais nossos, por isso se quiserem dar sua opinião, deem nos comentários!


Melhor Direção de Arte

Tales of Zestiria the X

Não tem como negar: O visual, toda a arte de Zestiria, tudo é muito bonito!  Eu já esperava um visual bacana, como é de costume desse estúdio, mas o que vi superou minhas expectativas. A direção de arte está de parabéns por entregar um anime que tem um excelente background e uma animação muito acima da média, com ótimos frames. Os backgrounds eram bem detalhados, quase que no nível cinematográfico, e o design de personagens era bastante agradável. Teve lutas sensacionais graças a boa coreografia e a animação fluída. DE longe, um anime que acaba sendo um prato cheio para os olhos de quem ama uma boa animação fluída.

Melhor Roteiro

Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin

Vou ser sincero: Alderamin não possui a melhor animação do ano, tem poucas cenas de impacto visual, o que dificulta sentir a emoção que o diretor queria passar. Mas em termos de roteiro, o de Nejimaki é um dos melhores. A história é muito bem construída, sendo o episódio 4 o melhor de todos. Os personagens são muito interessantes e bem desenvolvidos, mesmo com pouco tempo de tela. Cada episódio me deixava chocado e ansioso pelo próximo. Uma pena que poderia ter sido nota 10 se a animação tivesse ajudado, pois é como falei, o que estragava um pouco isso era a animação que não era bem feita, com muito quadro estático, atrapalhando tudo. E, infelizmente, o anime talvez nunca ganhe uma nova temporada. Mas pelo menos garanto que pra quem gosta de uma história muito bem construída e sem absurdos demais, recomendo esta.

Melhor Anime Curto

Space Patrol Luluco

Um anime bastante divertido, de apenas 7 minutos. É um anime muito louco de comédia, e que faz várias referências a outros animes do mesmo estúdio (o Studio Trigger), além das situações absurdas que ele tem para seus problemas. Não é um anime pra quem busca uma história inteligente e que faça sentido, mas pra quem gosta de animes engraçados e bem WTF, esse é uma dica.
Melhor Abertura

Bungou Stray Dogs Op 2 (Reasong Living, por SCREEN Mode)
Existem duas versões desta abertura: A primeira é do arco do passado que acontece dos episódios 1 a 4, e a segunda é já no presente, que começa no episódio 5. Embora muitos afirmem que ela é genérica (por ser uma apresentação dos personagens sem muita criatividade) a música combina bem com as cenas, que por sinal, são muito bem animadas. Muito melhor que a primeira abertura.

Melhor Encerramento

Shuumatsu no Izetta (Hikari Aru Basho, por May’n)

Um encerramento com quadros estáticos, mas com uma música linda, que combinados passam uma sensação de solidão e tristeza. Isso é o encerramento do anime Shuumatsu no Izetta, sendo novamente uma música que combina com o anime em si.

Maior Surpresa do Ano

Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!

Quem diria que de um gênero que para muitos está desgastado, no fim temos um anime que conseguiu alcançar um sucesso inimaginável. Ok, pode não ter sido maior que o de Re:Zero, mas é inegável que KonoSuba foi muito divertido, com várias situações que me matavam de rir. Um anime simples, com uma temática bem conhecida pelos otakus, mas com um estilo único e eu recomendo pra quem quer um anime pra aliviar o estresse.

Maior Decepção do Ano

Qualidea Code
Tivemos muitas decepções esse ano: Phamtom Wolrd, Mayoiga, Kabaneri, Taboo Tattoo (que já fiz análise), mas de todos, com certeza a maior decepção foi Qualidea Code. O hype era justificável, claro, afinal era um projeto que envolvia o autor de Oregairu, de HenNeko e de Date A Live, sendo Oregairu de longe o anime mais popular entre os 3 e o que mais chamou gente para esse negócio. Tinha basicamente TUDO para dar certo. Mas não. O anime está cheio de erros, de roteiro e de animação (o que é irônico, o título tem “Qualidea”, porque “Qualidade” é o que falta). Seu começo foi mediano, mas ok, podia melhorar, ele tentava dar um desenvolvimento de personagens... Mas gradativamente esse desenvolvimento não se aprofundava, o plot twist da história não cria impacto nem neles, que ficam sem fazer nada sobre isso. O anime é todo corrido, a animação é mal feita “à nível Pierrot” (se é que me entendem), com personagens tortos, faltando pedaços de cena... Teve uma cena de ação que deveria encerrar o episódio num grande clímax, mas não tinha cena de ação, jogaram uma cena anterior como um quadro estático e ficou nisso mesmo. A produção desse anime estava tão atrasada que, literalmente, tacaram o “Foda-se” e lançaram o episódio assim mesmo, todo cheio de erros. O diretor não sabia trabalhar com ação, porque colocaram isso nas mãos dele? De longe, o pior anime do ano.

Melhor Trilha Sonora

Joker Game

Joker Game é o anime com a melhor trilha sonora. Ela combina bem com o clima, algumas músicas remetem a época, e que ajudavam a passar o clima de mistério do anime, e claro, lembra até aqueles filmes como do 007. Gostei bastante.


Melhor Continuação em 2016

Haikyuu 3: Karasuno Koukou vs Shiratorizawa Gakuen Koukou

Adaptar um jogo só em 10 episódios seria lento e cansativo, além de um exagero... Era isso que muitos deviam pensar, mas Haikyuu 3 conseguiu ser espetacular, além de, na minha opinião, ser melhor que a primeira e a segunda temporada. Ele teve mais ação, foi mais direto nela, e me deixava empolgado a cada novo episódio e ansioso pelo próximo. Com várias reviravoltas e momentos de tensão e alegria, Haikyuu 3 de longe foi a melhor continuação de anime que tivemos em 2016.

Melhor Anime de Ação/Aventura

Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu

Já fizemos uma análise do anime. E repito a frase acima: Quem diria que de um gênero que para muitos está desgastado, no fim temos um anime que conseguiu alcançar um sucesso inimaginável. Eu, pessoalmente, não o acho uma maravilha, mas não desgosto. De fato, foi um anime que não me arrependo de acompanhar, e acredito que, de certa forma, o sucesso foi merecido.

Melhor Anime de Comédia

Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!

KonoSuba é engraçado demais! A Aqua e a Megumin são, de longe, personagens épicas, nosso amigo Kazuma é um protagonista divertido, e a história é bem simples, nada complicado, e com muito humor. Provavelmente muita gente ao ver este anime pode achar que é só “mais um” dentre vários animes de adolescentes japoneses do sexo masculino indo para um mundo de fantasia e formando um harém, MAS NÃO, KonoSuba é diferente por conseguir te divertir. Arrisco-me a dizer, mas KonoSuba é BEM MELHOR que Re:Zero, na minha opinião.

Melhor Anime Dramático/Triste

Boku Dake ga Inai Machi

Talvez o anime que mais pode criar controvérsias. Muita gente não gostou do rumo que a história tomou, e ficou chateando o anime. Porém, é inegável que esse anime foi emocionante. A tensão dominava a cada episódio, e você torcia para que tudo desse certo. Além disso, muitos desses episódios arrancam lágrimas de um jeito único. Talvez o rumo que o anime tomou poderia ter sido diferente, melhor, mas vale a pena dar uma chance. Um anime muito emocionante!
E aqui fica o texto da personagem principal Kayo Hinazuki.
Quando eu crescer e for grande o bastante para ir a algum lugar sozinha, eu quero ir para um país bem distante.
Para alguma ilha bem longe. Eu quero ir para uma ilha sem pessoas. Eu quero ir para uma ilha sem dor ou tristeza.
Nessa ilha, eu posso subir numa árvore quando eu quiser. Nadar no mar quando eu quiser. Dormir quando eu quiser.
Quando eu penso sobre a cidade onde só eu não existo, eu sinto um alívio. Eu quero ir para longe, bem longe.

Melhor Anime de Romance

Kimi no Na Wa

“Mas isso daí é um filme, não anime!”. Bom, é um filme de animação, e feito no Japão, logo é um anime. Nesta edição, uma novidade é justamente a inclusão de filmes de anime. Ainda mais em 2016, um ano escasso de animes de romance que realmente valessem a pena (nossa opinião). É um filme de Makoto Shinkai, e é basicamente um anime de romance com troca de corpos, mas acaba sendo muito melhor. É um filme divertido, emocionante, com bastante drama e romance, e um bom final. Eu realmente o recomendo, mesmo não sendo uma série de anime (o que pode afastar alguns, não entendo isso), acredito que é um filme que todos deveriam ver. Não é o meu anime favorito do ano, mas eu tenho ele guardado em meu coração. E não sou só eu quem gostou. Foi o filme de maior bilheteria do Japão em 2016, deve se tornar um dos filmes de animação mais lucrativos de todos os tempos, está na lista de indicados ao Oscar de Melhor Animação (espero que ganhe) e está no topo do MAL de melhor filme de anime do ano.

Melhor Anime de Terror

Occultic;Nine

“Occultic;Nine” terror? Sim. Sendo sincero: 2016 foi um ano tão, MAS TÃO ESCASSO em animes de Terror que dos dois únicos que se encaixariam nessa categoria (Occultic e o péssimo Mayoiga) apenas Occultic conseguiu gerar certa tensão e me divertir. E, confesso, deu medo o garoto branco e a história dos sacrifícios. Mesmo não sendo exatamente de Terror e seu final não ter sido tão satisfatório, pelo menos ele é melhor que Mayoiga e valeu um pouco a pena assisti-lo semanalmente. E, aqui deixo duas coisas: 1- Mayoiga foi uma decepção, só não foi tão decepcionante quanto o Qualidea Code. 2- Se em 2017 também houver essa escassez, num futuro Anime Awards não irei incluir a categoria Terror.
P.S: A música de encerramento é MUITO boa. 
P.S 2: Não sei se dá para considerar Kabaneri como um anime de terror por ele ter puxado mais pra ação. Mesmo assim, não acho que ele, sendo desse gênero, fora o melhor.


Melhor Adaptação

Boku Dake ga Inai Machi

Comprimir em apenas 12 episódios 8 volumes de mangá. Essa foi a difícil missão que a equipe desse anime teve. E não tem como negar que ficou boa. Mesmo muitos terem xingado algumas mudanças sutis que o anime fez em relação ao original, ela ficou cabível dentro da proposta, conseguindo fechar o anime de uma forma boa.

Melhor Anime Original

Shuumatsu no Izetta

Um anime ambientado numa versão alternativa da Segunda Guerra, com uma Bruxa interferindo, e o principal: A história é toda narrada pelo ponto de vista dos Aliados, e não do Eixo (que é onde o Japão estava inserido) como costumamos ver. Isso é basicamente Izetta, que em apenas 12 episódios, conseguiu cumprir sua meta, e me divertiu bastante. Claro, talvez se tivesse mais episódios daria para explorar mais aquele universo, ainda sim nesses divertidos 12 episódios do anime tivemos personagens interessantíssimos, uma trama cheia de reviravoltas e muitas cenas de ação empolgantes. Valeu apena acompanha-lo!

Melhor Vilão/Antagonista

Satou (Ajin)

E se eu disser que um dos motivos para que eu tenha acompanhado Ajin foi o seu vilão? Sim, o que mais me prendeu não foi a trama (embora ela também era bem interessante) mas também seu principal antagonista. Satou, um cara que, não bastasse ser um ser imortal que controla um monstro negro, como também tem grandes habilidades de combate no nível militar dos EUA e é um excelente estrategista com alto poder de persuasão, e, claro, um grande psicopata. Um personagem bastante intrigante e que só a presença dele na tela já causava certa tensão. Recomendo Ajin principalmente por causa do Satou.

Melhor Protagonista Maculino

Ikta Solork (Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin)

“O melhor protagonista é o Kazuma!”, “O melhor é o Subaru!”. Não. O melhor mesmo é este cara: Ikta Solork, do anime Nejimaki Seirei Senki. E, querem saber porque? 1- Ele é inteligente e um estrategista brilhante, que não resolve as coisas na porrada, mas sim na base da estratégia, o que é bem legal e foge dos clichês comuns. 2- É bem humano, bem mais do que o Subaru (tem gente que fala que o Subaru só é o melhor protagonista do ano por ser bem humano). Ele erra de vez em quando, se frustra, tem defeitos como uma pessoa normal. 3- Tem bastante profundidade, ele todo é explorado, mostrando seu passado e o seu verdadeiro caráter. 4- Ele é carismático.
Acho que não preciso dizer mais nada.

Melhor Protagonista Feminino

Yatorishino Igsem (Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin)

E aqui temos uma personagem que é carismática, boa de briga, e também é bem humana. Yatori foi a personagem feminina que eu mais gostei nesse ano de 2016. Ela formava uma boa dupla com o protagonista, não romântica, mas sim como parceiros de guerra, e era quem dava apoio para o Ikta, principalmente quando ele estava para baixo. Acredito que não tenha tido nenhuma outra heroína que tenha se aproximado do nível da Yatori.

Melhor Personagem Secundário Masculino

Arataka Reigen (Mob Psycho 100)

E o melhor personagem secundário masculino do ano foi justamente um charlatão! O personagem passa a maior parte do tempo enganando o protagonista e outras pessoas com o papo de ter “poderes incríveis”. Mesmo querendo apenas ganhar dinheiro na base da mentira, no fundo é uma boa pessoa, e ele tem um papel fundamental na trama do anime. E, claro, é bastante carismático e as cenas em que aparecia eram as mais engraçadas do anime. E as lições que ele passa para o Mob, sobre o uso dos poderes dele, querendo ou não, são lições interessantes.

Melhor Personagem Secundária Feminino

Ortfiné Fredericka von Eylstadt (Shuumatsu no Izetta)

Uma princesa. É isso que eu sabia sobre a personagem pouco antes da estreia do anime. E lá veio Izetta, e tive o prazer de conhecer a Princesa Finé, que tem motivações excelentes, e a proposta de governo dele é melhor que até as da Emilia (assistam e entenderão). Além de ser bastante forte, ela se preocupa com seu povo e não mede esforços para ser sociável com eles. E, claro, a relação dela com a Izetta é algo único, do qual eu nunca me esquecerei. De longe, a melhor princesa dos animes.

Melhor Dublador

Yoshitsugu Matsuoka por Betelgeuse (Re:Zero)

2016 foi um ano de revelação para o dublador Yoshitsugu Matsuoka. Conhecido por dar voz a galãs de animes como Kirito (Sword Art Online), Souma (Shokugeki no Souma), Sora (No Game No Life) e Bell (Dungeon ni Deai), o dublador surpreendeu ao mostrar que consegue fazer a voz de um psicopata doido. O personagem falava de um jeito esquisito e único, e Yoshitsugu ralou para poder interpretá-lo. Não é a toa que já foi dito pela staff do anime que Yoshitsugu forçava bastante a voz, e isso poderia prejudica-lo em seu trabalho. De qualquer forma, valeu todo o esforço.

Melhor Dubladora

Sora Amamiya por Aqua (Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!)
Eu amo Sora Amamiya, mas não foi por isso que dei esse prêmio a ela. Dublar a Aqua não deve ter sido fácil, visto que a personagem tinha várias variações na entonação de voz, ás vezes fala sofrendo, ás vezes fala manso, ás vezes fala agressiva, enfim, tem muitas oscilações, e Sora se saiu bem dando voz a ela. Merecidíssimo.

Melhor Anime de 2016- Top 5

5- Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku o!
4- Bungou Stray Dogs
3- Shuumatsu no Izetta
2- Joker Game
1-  Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin

E aqui estão os 5 Melhores Animes do Ano

KonoSuba é de longe a melhor comédia do ano, e fecha o Top 5.
Bungou Stray Dogs foi um anime divertido, mesmo que tenha seus problemas, eu gostei bastante dele, e acho justo a posição dele.
Shuumatsu no Izetta me surpreendeu bastante com sua trama e seus personagens, Finé é, dentre todas as princesas que já vi num anime, a melhor.
Joker Game foi um anime bem divertido, com episódios únicos e personagens únicos, com bastante tensão e ação, tudo com uma caracterização mais pé-no-chão, sempre se preocupando com a realidade.
Nejimaki Seirei Senki: Tenkyou no Alderamin foi de longe o melhor do ano. Mesmo não tendo a melhor animação, ele conseguia transmitir bastante emoção com um protagonista incrível, uma heroína fantástica, personagens muito bem construídos e um roteiro muito bem escrito. De longe, o melhor anime de 2016.

*Menções Honrosas

Mob Psycho 100 me divertiu bastante, acredito que nunca teremos um personagem secundário tão bom quanto o Reigen.
Boku Dake ga Inai Machi ficou marcado em meu coração, mas eu queria que fossem mais de 12 episódios.
Kimi no Na Wa foi um bom filme de anime, seu drama e seu romance funcionaram bem.
Boku no Hero Academia foi divertido, mas acredito que a quantidade de episódios sendo pequena não ajudou a me conquistar muito. Talvez isso melhore com a segunda temporada.
Re:Zero é só lerem minha análise.
Kiznaiver foi legal, mas acredito que sue final poderia ter sido melhor.

E é isso, a gente fica por aqui, deixe nos comentários qual foi o melhor anime de 2016 para você, e até a próxima. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Analisando- Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu- É ou não o melhor anime de 2016? [CONTÉM SPOILERS]

Com certeza vai dar polêmica isso aqui.

Por MIKA

Ah, Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu (para os mais íntimos e por ser mais fácil de falar, Re:Zero)... Como esse anime me intrigou bastante, e foi um sucesso pela Internet, seja por sua história, seja por sua waifu, seja pela trap, seja pela violência, seja pelo que for... Enfim, é um anime que, digamos, era um dos assuntos mais comentados na temporada de Abril e continuou assim até o fim do ano. Enquanto isso a light novel ia sendo traduzida pela internet afora e as editoras começavam a ouvir os pedidos frequentes para que ela viesse para cá. Mas não era só com carinho que o anime era citado: também há muita gente que não suporta esse anime, que chegam a dizer que a história de Re:Zero e seus personagens eram as piores coisas já feitas e quem gostava era um idiota (coisas normais de internet). E o mais estranho é que em partes eles têm motivos para não gostarem. Re:Zero é um anime que para os olhos de muitos é algo genérico e totalmente dispensável. Para outros, foi um dos melhores animes do ano e ai de quem discordar (fanboys chatos, cof, cof).

Eu critiquei bastante Re:Zero pelas redes sociais, ao mesmo tempo que elogiava algumas coisas. No começo até tinha gostado pra caramba, mas com o passar dos episódios comecei a perceber algumas coisas erradas. Nunca cheguei a fazer um texto sobre ele (mais por preguiça), mas agora chegou a hora de dizer! Podem me xingar e criar comunidade no Facebook me xingando, porque está começando mais uma das minhas Análises, onde dou um tapa na cara dos fanboys e haters. ‘Bora?
A história
Quando Subaru Natsuki, um estudante comum, deixa a loja de conveniência, a última coisa que espera é ser arrancado de sua vida cotidiana e aparecer em um mundo medieval fantasioso. As coisas não estão boas para o adolescente hikikomori, que não muito tempo depois de sua chegada nesse novo mundo, é atacado por alguns bandidos. Armado apenas com uma sacola de compras e um telefone celular, ele se vê em apuros. Felizmente, uma bela e misteriosa garota aparece e o salva. A fim de agradecer a menina honesta e bondosa, Subaru se oferece para ajuda-la. Uma força muito sombria os persegue, poucos minutos depois de encontrarem o que a garota procurava, Subaru e ela são brutalmente assassinados. No entanto, Subaru desperta imediatamente no mesmo lugar de antes, com o mesmo grupo de bandidos, encontrando novamente a garota e a história se repete inexplicavelmente. Ele descobre então que tem o poder de voltar no tempo, momentos antes de morrer, mas só ele se lembra do que aconteceu anteriormente.

Considerações Técnicas
Originalmente Re:Zero é uma Web Novel que fora depois transformada em Light Novel, e é voltada para o público masculino (o que acaba sendo um grande fator “estranho”, já que graças a isso a série passa uma falsa imagem de que um garoto hikikomori e fracassado pode ser o “master pegador” e fodão em outro mundo, o que dispensa maiores comentários).
Enfim, pela sinopse deu pra notar que Re:Zero possui o clichê do clichê dos animes, de protagonista que vai para outro mundo, um mundo de fantasia medieval. Sim, já estamos cansados deste gênero, mas por que ele faz sucesso, não sei, mas aqui é focado em: Por que Re:Zero faz sucesso? Daqui para baixo pode haver alguns spoilers sobre a série, então já sabem que devem ler por sua conta e risco.

Vamos começar pelo protagonista: Subaru é um cara que não sei se gosto dele ou o odeio. Ele é filho da puta, querendo ou não. Mais anti-herói do que herói, com pitadas de vilão. Tem gente que diz que o Subaru é um protagonista humano, que ele toma algumas decisões que você tomaria, tornando o personagem mais real… Bem, só se você for uma pessoa burra, mau-caráter, possessiva e mentirosa.  Porém, existe uma chama nele que não me permite odiá-lo 100%.  Se bem que ele foi feito pra ser odiado, pois o autor, numa entrevistam disse que o Subaru, caso ficasse poderoso, ia ser um pau-no-cu. Ou seja, já estabeleceu que o cara fosse mesmo um cuzão, que tecnicamente as pessoas teriam que odiá-lo. O anime forçava a barra para você odiá-lo, só que ao mesmo tempo queria que você gostasse dele.

A começar, no primeiro episódio, onde a reação inicial dele a se ver em outro mundo foi bem atípica da maioria dos protagonistas de anime. Ele não entrou em desespero e ficou achando que era um sonho ou algo parecido, ele simplesmente disse “Nossa alguma garota bonita deve ter me invocado aqui, preciso ir encontra-la, e ver como posso usar os meus poderes”. Foi algo que me pegou desprevenido, e foi isso que me fez comprar a obra. No começo, até o episódio 7, você consegue gostar do cara. Mas já do 8, você nota umas falhas nele, mas isso é normal, e continua gostando. Do episódio 13 em diante, aí que você ou continua gostando dele, ou passa a detestá-lo, ou fica como eu, não sabe qual escolher.  Porque o Subaru faz tanta cagada que você fica com raiva, mas aí depois ele se arrepende e você fica com pena, mas algumas cagadas dele são tão absurdas que sua vontade é entrar no anime e dar um soco nele. Isso sem falar que ele toma umas atitudes que nos faz pensar se ele na verdade é um mau-caráter, porque ele fazia merda, morria, e voltava e já sabia o que fazer para que não fizesse cagada com os outros, não magoando os outros e deixando os outros com rancor, ele dizia EXATAMENTE o que os outros queriam ouvir. O poder dele é tão roubado, que na linha temporal que se estabelecia como definitiva, era sempre o Subaru melhorado, ou seja, no fim aqueles personagens não conheciam os defeitos, o lado ruim dele. E o cara se aproveitava disso! Claro, ele fez merda demais, tem um momento que o anime até exagera, mas não muda o fato que com os loopings, porque ele é meio imbecil e quer dar uns pegas na Emilia, ele faz a merda, a situação fica terrível, morre, volta e fala e faz o que as pessoas querem que ele faça, porque assim ele não morre, e ele pode dar uns pegas na Emilia. No episódio 13, por exemplo, temos claramente isso, onde ele foi lutar com um cara na esperança de ou vencer e parecer o fodão ou morrer e desfazer a cagada que tinha feito antes, mas não, ele não morre, piora a situação, a Emilia tá puta com ele, e aí ele entra em desespero, pois ele não vai conseguir desfazer a cagada, e seu objetivo de pegar a Emilia não é exatamente alcançado, e ele surta dizendo “NÃO, VOCÊ TEM QUE GOSTA DE MIM, É SUA OBRIGAÇÃO, VOCÊ TEM UMA DÍVIDA COMIGO!”, uma autodestruição total do personagem. Sim, o amor que ele tem pela Emilia, se alguém já reparou, muitas vezes parece ser uma obsessão, como se ele visse a Emilia como um objeto e não como pessoa. Amor esse que é posto em dúvida principalmente quando ele diz à Rem que quer fugir com ela, e deixar a Emilia morrer para uma seita satânica.  Levando em conta que depois ele fala pra Rem que ele ama a Emilia (gerando um dos maiores memes dos animes já vistos), é meio difícil, não dá para obriga-lo a gostar de uma pessoa que ele não ama, e isso ocorre muito na vida real, e acho que ele, por ter sido hikikomori, sempre foi impopular, e por isso ao ter uma garota gostando dele pela primeira vez, ele poderia ter tomado uma atitude que já vi ocorrer muito, que é do cara decidir ficar com a menina porque “é a primeira vez que alguém gosta de mim, então não se sabe se terá próxima, por isso decidi dar os pegas nela”. Claro, algo parecido é insinuado no 18, mas mesmo assim ele rejeitou a garota por querer dar uns pegas na Emilia.

Aliás, no episódio 12, o Subaru, por causa desse “amor”, tretou com um cavaleiro, o Julius, só por ele tê-la beijado na mão, um cumprimento comum entre cavaleiros e as donzelas. Ali ele já foi pau-no-cu. Claro, tem os acontecimentos a seguir, de ele fazer amizade com o cara, mas no segundo encontro dele, ele já tinha sido no começo mais hostil.
Mas se existe algo bom nele? Olha, talvez, porque ele depois percebe que sozinho não resolve a porra toda, e aí ele começa a ser cooperativo. Porém, existem dois problemas aí: Na metade do anime ele era um covarde, desgraçado que só fazia burrice, e depois ele de repente vira o estrategista gênio e corajoso. Foi uma passagem muito brusca, não deu tempo de engoli essas duas facetas, além de não ter ficado natural. Ele tentava forçar que as pessoas o ajudassem, forçava a amizade. Depois, ele, vendo que não adianta isso, engole seu orgulho, e aí ele morre, e tudo que ele faz são atitudes malandras, para que elas enxerguem o melhor dele (olha aí o que falei acima dos outros personagens só verem o lado positivo dele). É complicado isso, não sinto bem a real mudança de comportamento, muitas vezes ele só faz as coisas por benefício próprio. No fim, todos o elogiam, sendo que ele está na verdade ENGANANDO TODO MUNDO.  Claro, ele não pode contar sobre o poder dele, porém não teve um momento onde ele pensou “Cara, preciso ser cuzão para que não haja mortes e desgraças. Sei que é a coisa errada a se fazer, mas pelo menos ninguém vai morrer.”. Voltando ao tão polêmico episódio 13, muitos afirmam que ali você viu o verdadeiro Subaru. Que o Subaru é mesmo um mau-caráter, mentiroso, que quer que todos gostem dele, e ninguém pode odiá-lo. Parece até que ele só olha para o próprio umbigo. Ou ele é mesmo burro. Em determinado momento, ele conta para a irmã da Rem, a Ram, que é um demônio de cabelo vermelho (a Rem é a de cabelo azul) uma história sobre um demônio azul e outro vermelho, é uma história do folclore japonês que até aparece em Ore Monogatari, e nessa história o demônio vermelho se fode. O Subaru contou isso para um demônio de cabelo vermelho, é quase que contar uma piada racista para um negro, eu fiquei até surpreso que a Ram não matou ele naquele momento.

Talvez com o Subaru, ele queira fazer a Jornada do Herói, só que de um jeito diferenciado: Ele teve sua ascensão, depois sua queda, e por fim sue retorno triunfante. Ou talvez o autor realmente quisesse um protagonista asqueroso, que fosse mais vilão que herói, pois isso seria um diferencial na obra. Pois num mundo onde você tem heróis perfeitos, mas que irritam como alguns pensam sobre o Kirito, se você cria um que não é perfeito, já é algo legal. Não sei, só sei que não dá para reclamar que é um personagem raso, porque com essas características diversas, ele é complexo, não sei se 100%, mas já é algo que não dá para saber se é um bom ou não personagem só pelo primeiro episódio. Mas que o Subaru é um psicopata em potencial, isso ele é. Claro, ele morre o tempo todo, sente a dor da facada, das mortes, talvez as mortes dolorosas dele somado ao fato de ver várias vezes às mesmas pessoas morrerem de forma cruel, aos poucos no anime, foram corrompendo-o, enlouquecendo-o, tanto que no início do anime ele parecia se rum cara relativamente legal, boa pinta, mas no final, somando tudo isso, ele virou um “psicopata em treinamento”.

Talvez o maior problema do personagem seja que faltou um flashback, um passado para ele. Pra começar, por que ele é hikikomori? Onde está a família dele? Por que no “mundo real”, o “nosso mundo”, ele se isolou de todos? Por que ele é tão obcecado pela Emilia? Será que no passado ele foi rejeitado por uma garota? Então, falta é um passado para ele, algo que parece que nem na novel fizeram. Acredito que um passado, por mais que você não goste de flashbacks, aceite, eles são necessários, e um passado pro Subaru poderia justificar pelo menos 85% das ações dele no presente da história.

Aliás, já falei demais do Subaru, agora vou mudar pra Rem: A Rem também é outra, não sei se gosto, não se se odeio, pois ou ela é uma vítima ou uma filha da puta.
A Rem não é apaixonada pelo Subaru. Ela é apaixonada por um Subaru que o próprio quis que ela enxergasse. Visto que o Subaru fez basicamente isso: “Vou falar isso, isso e aquilo pra ela, para ela ficar feliz, pois se não ela fica com raiva e enfia aquela bola e ferro no meu cu, e fudeu.”.  Tanto é que esse amor meio doentio da Rem é porque ela só vê as qualidades dele, mas isso porque o Subaru QUIS que ela SÓ VISSE AS QUALIDADES DELE.

E tem um momento que é bem confuso: O Subaru quer porque quer ir para a reunião das candidatas à herdar o trono do Reino, e a Emilia o proíbe. Aí a Rem diz pro Subaru “Estarei cortando batatas na cozinha, e provavelmente estarei tão ocupada que nem perceberia se alguém entrasse ou saísse pela porta”. Não precisa ser gênio para perceber que ela fez aquilo de propósito e quis dizer que ela vai fingir que não percebeu o Subaru fugindo do quarto do hotel e indo para a reunião. E ai que eu me pergunto: Ela conhecia bem a Emilia, será que ela sabia que a Emilia iria ficar puta com o Subaru por ele ter quebrado uma promessa e ter fugido e ido pra reunião? Se ela sabia, então significa que ela queria que o Subaru e a Emilia brigassem, para que assim ele desistisse da Emilia? Isso foi uma teoria minha, que meio que caiu por terra no episódio 18, onde o Subaru quer fugir com ela, e ela recusa. E mais pra frente (numa parte que cortaram no anime) ela se finge de morta para que o Subaru dissesse que a amava. No episódio 18, o Subaru tinha dito que amava a Emilia (frase que virou meme), e eu disse que se ele tivesse dito pra Rem que amava só ela, ele estaria sendo mais mau-caráter e pau-no-cu do que ele já demonstrou ser, e chegamos a essa parte da novel e ele basicamente faz isso? (Nossa, estamos falando de Rem, mas voltei a falar do Subaru, olha só como o cara é complexo). Bom, a Rem nesse episódio fez um bom discurso, ela até planejou a vida toda dela com o cara. Enfim, para mim, a Rem ela é uma doente obcecada pelo cara, e que na verdade está sendo enganada. E o pior é que mesmo ela sendo rejeitada, olha o que a Rem diz “OK, mas continuo te amando”. REM, VOCÊ É ESTÚPIDA DEMAIS, PQP! O Subaru por acaso quer poligamia? E isso porque em determinado momento, ele fala para uma personagem que “Se eu não tivesse duas, eu te aceitava, mas já tenho a primeira que eu gosto, e a segunda, que gosta de mim.”, evidenciando que ele é quase que um mulherengo. E o pior que todo mundo ama ele, até aquele dragãozinho que ele usa como meio de transporte! PQP.

E tem a Emilia... Ah, Emilia... Não sei o que dizer... Ela foi vendida no começo do anime como a heroína do anime, mas aí no arco 2 ela perde espaço pra Rem, e do anime em diante ela perde TOTALMENTE SEU DESTAQUE. No fim, não foi desenvolvida e no final tentam forçar que nós gostemos dela, MAS POXA COMO VOU GOSTAR DE UMA PERSONAGEM QUE NEM DESENVOLVIMENTO TEVE? Antes que alguém reclame dizendo “Mais pra frente na novel ela é desenvolvida e ganha destaque”, eu estou analisando o ANIME, não a novel. Se tiver segunda temporada e tiver esse arco na novel, aí eu posso dizer que ela teve, MAS nessa segunda temporada, NOP.
E tem o fato que ela quer ser a rainha, criar uma sociedade mais justa e igualitária, visto que ela sofre preconceito por ser meia-elfa, porém a forma como colocaram no anime a fez parecer UMA COMUNISTA. E todos sabem que comunismo deu em merda, quem estudou história sabe bem do que estou falando. E com o Subaru apoiando-a, ficaria BEM CLICHÊ se ela ganhasse.

E, como se pode ver, a “heroína” foi deixada de lado, e vários personagens secundários são desenvolvidos, exceto ela. Pois é, a gente reclama quando personagens secundários são deixados de lado, mas aqui é a heroína quem é deixada de lado. Até o Wilhelm, o velhinho lá que serve a Crush, ele foi desenvolvido, teve todo o passado dele com a outra garota sendo contado, e a Emilia não.

Talvez de todos os personagens, na minha opinião, o melhor trabalhado foi o Petelgeuse (ou Betelgeuse, como alguns chama).  Porque ele foi um vilão bom, um puro psicopata louco, e você conseguia ter raiva dele ao mesmo tempo em que ele era bem carismático, e nem precisou de flashback para que você se apegasse a ele e pensasse porque ele é mal, não, ele é mal porque sim, é um psicopata e pronto. Claro, talvez na parte dos poderes dele, de onde vieram, podiam ter dado uma explicada, mas pelo menos na da personalidade ficou mais satisfatória. Melhor do que ele, o culto da bruxa. Claro, você pode discordar, dizer que ele não foi desenvolvido, mas é só uma opinião.

E agora vamos para a história: Eu já resumi em partes como ela funciona, e por isso não deve demorar muito. A história é interessante até, no começo você fica apreensivo e ansioso para ver o que vai acontecendo, MAS aos poucos, pelo fato do Subaru poder ficar voltando o tempo e consertando tragédias, a história perde seu brilho. Fica um pouco previsível. Faltou um evento de grande impacto cujas viagens no tempo não conseguissem resolver, no fim, qualquer merda que houvesse, qualquer personagem que morresse, bastasse voltar no tempo que tudo poderia ser resolvido. No fim, o anime perdeu um pouco a graça. (Novamente, estou me REFERINDO AO ANIME, FODA-SE A NOVEL, SEI DOS SPOILERS DO FIM DO ANIME, MAS POR ENQUANTO ESQUEÇA-OS).

E tivemos a sequências de cagadas do Subaru que, nossa, o anime ficou BEM MAÇANTE NESSA PARTE, ter raiva do Subaru era algo bem fácil.
Em muitos momentos, o anime é corrido, em outros, é lento. E tem personagens que aparecem, demonstram um potencial gigantesco que acaba te atraindo, te fazendo gostar deles, e depois simplesmente somem, como se fosse “Foda-se!”. Alguns aparecem um pouquinho depois, mas a participação acaba sendo pequena, e tem outros que nem mais voltam, como a Elsa, a assassina do primeiro episódio. Ela foi a grande vilã do primeiro arco, e depois nunca mais apareceu. Em muitos momentos, de tão corrido, você não consegue se afeiçoar direito com alguns personagens. O anime foi jogando tanta informação ao mesmo tempo em que muitas nem deu pra digerir direito, e o anime acabou esquecendo-a. Pro Subaru, que deveria ser o filtro dessas informações, os “nossos olhos dentro da história”, tudo, absolutamente TUDO que não tivesse relação com a Emilia NÃO TINHA IMPORTÂNCIA, desperdiçando inúmeras informações e jogando outras que eram trabalhadas só 50%.

O Mundo vira um problema pra Re:Zero. É tanta coisa que não dava para balancear. Porque se tivesse focado só no Subaru e em outros personagens, seria uma coisa, mas não, focam no mundo, na hierarquia dele, nas criaturas, só que só apresentam o conceito e depois não explicam mais nada, não sabemos que são as Bruxas, quem é o Dragão, quem DE FATO é a Baleia Branca, não, tudo foi jogado como simplesmente conceitos, de forma supérflua, e depois esquecidos. São tantos elementos que acabou sobrecarregando demais a trama. Poxa, podia ser algo mais simples, mais contido, não uma tentativa falha de criar uma trama supercomplexa.
Isso sem falar que muitas situações se resolviam por coincidências, algo que detesto, como o fato do Subaru querer matar a Baleia, e olha só,, estavam montando uma milícia para ir caçá-la, mas não sabiam onde ela estava nem quando apareceria, coisas que, adivinha só, o Subaru sabia.
Mas isso não significa que ele é um anime ruim. A trama se desenvolveu de uma forma boa, pois começa meio "leve", mas conforme a história foi andando, a treta foi ficando cada vez mais perigosa, dando um tom mais pesado e sombrio, com episódios chocantes, e ás vezes eu ficava abalado com o que tinha acabado de assistir. Não sei como seria a experiência de ver todos os episódios seguidos, provavelmente é bem diferente da minha, que acompanhei semanalmente. Ver tudo de uma vez só pode tirar boa parte da emoção, não sei. Não nego, tinha episódios que acabavam de um jeito muito "PRECISO DO PRÓXIMO", e devo tirar o chapéu para a equipe de produção por isso, porque mesmo que a coisa fosse meio previsível, ainda era possível criar alguma surpresa. Só a título de curiosidade: Todos, sem exceção, na equipe do anime eram MEGA FÃS da novel, o que fez com que tivessem mais vontade de trabalhar na adaptação.
Uma cena incrível foi no final do anime, com a morte do Subaru decapitado no meio de uma nevasca, com a cabeça dele caindo e os créditos finais subindo. Ficou muito boa aquela cena.
O Final foi bem feito, foi um final fechado, feliz e sem gancho, o que torna o anime mais autocontido, além de fecharem a saga principal, que seria a do desenvolvimento do Subaru. Devo elogiar bastante a equipe pelo final.  Não foi um final perfeito, mas para o que a obra propunha, foi coerente.
Tanto a Animação quanto a Arte do anime são muito boas. A animação se manteve consistente por um bom tempo, rolava uns bugs, principalmente no final, mas nada tão alarmante. De fato, o estúdio White Fox (Steins;Gate, Akame ga Kill, Hataraku Maou-sama!, Sonico, Tears to Tiara, Katanagatari) fez um ótimo trabalho. Em algumas cenas o CG ficava meio estranho, mas não foi nada que incomodou ou estragou o anime. No geral, os cenários eram lindos, bem caprichados e bem detalhados. Os personagens foram muito bem animados, eles tinham cores bem brilhantes, fortes e bonitas, mesmo nas cenas góticas escuras de trevas. A arte estava bem bonita. A direção é de Masaharu Watanabe (Wakaba * Girl) foi bem feita, os roteiros de Masahiro Yokotani (Beelzebub, Hataraku Maou-sama!) estavam razoáveis, com os defeitos que falei, porém acho que isso é mais culpa do autor da novel que do roteirista, embora ele tenha cortado muita coisa da novel, porém se compararmos ao que outros estúdios tivessem feitos, os cortes seriam mais bruscos e maiores, então sim, foram poucos cortes e muito certeiros, embora tenha deixado muita coisa sem desenvolvimento (e, de novo, culpo mais o autor que o roteirista). E o character design era, de certa forma, “genérico”, mas bonito. Infelizmente, não achei o artista que o fez.
Tanto as aberturas quanto os encerramentos eram bons, combinavam com o anime, porém quase não eram tocados. A equipe, priorizando o tempo, cortou-as, junto das propagandas, e com isso quase não tínhamos essas músicas.
A dublagem estava boa, dando destaque para Yusuke Kobayashi (Arslan de Arslan Senki) como Subaru, e Yoshitsugu Matsuoka (Kirito de SAO, Souma de Shokugeki no Souma, Sora de No Game No Life) como o vilão Peetelgeuse.
Comentários Gerais                                  
Re:Zero é, talvez, um dos maiores, senão O MAIOR sucesso do ano. Foi um bom anime, e sim, eu o recomendo, mesmo com seus problemas. Consegui me divertir, e isso é o amis importante, por isso pelo menos conferir até o episódio 5/6 é interessante de se fazer. Porém, NÃO O CONSIDERO O MELHOR DO ANO.
A verdade é que o anime tem uma grande quantidade de problemas, mas que acabam entrando em sintonia com suas vastas qualidades. A adaptação é MUITO BOA se comparada com outros animes. Não é excelente, mas também não é algo que possa se ignorar. Então, pelo menos na parte técnica, Re:Zero pode se considerar um dos melhores já feitos.

O anime atende as expectativas de alguns e decepcionou outros, algo extremamente normal. A dimensão que a série tomou é o que acaba assustando. Podemos afirmar que foi um dos grandes sucessos dos últimos anos na Internet sem pensar muito.  Agora, por que o anime fez sucesso? Pelas waifus? Pelo protagonista? Pelas cenas de violência e mortes? Talvez seja um anime feito realmente pra otakus, com todos os arquétipos possíveis, uma pura receita de anime de sucesso que atinge o público que compra action figures, dakimarus, visual novels... Que nem KonoSuba, mas KonoSuba acerta mais que Re:Zero e erra um pouco menos (erra, mas bem menos). Realmente, não sei. Não adianta procurar uma resposta. Simplesmente aconteceu. Talvez a Era Digital em alta, a facilidade de se encontrar conteúdo… Bem, não adianta tentar caçar alternativas. Só que eu, pelo menos eu, não acho que seja um dos melhores já feitos nesses últimos tempos. É um Guilty Plesure, um anime que é todo cagado, mas gosto, que nem SAO. Sim, gosto de Re:Zero, só não sou fã ao ponto de ser cego e não ver seus defeitos.
Não sei se terá segunda temporada. O anime vendeu bem, a novel teve um aumento razoável, então sim. Mas eles adaptaram todos os 9 volumes disponíveis, então vai demorar pra ter nova temporada. Peguem a novel se querem acompanhar essa história. Vai se rum bom divertimento até.

E é isso, vou ficando por aqui, a essa altura deve ter fanboys me xingando por eu ter criticar o anime, haters também me xingando por em momentos ter elogiado, mas dei minha sincera opinião, não acho Re:Zero um anime perfeito, nem o melhor do ano, nem de o melhor da minha vida.